
Publicidade
Publicidade


Publicidade



Asimbonang 'uMandela thina [não vimos Mandela]
Laph'ekhona [no lugar onde ele está]
Khona Laph'ehleli [no lugar onde ele é mantido]”Um dos cantos mais entoados pelos presentes no Green Point Stadium em 11/12.Muitos dos negros que estiveram presentes dentro da cidade, de fato, não viram Mandela. Eles nasceram ao longo dos anos em que ele permaneceu na cadeia. Até mesmo os mais velhos, que viveram as chacinas ocorridas dentro de suas comunidades, também somente escutaram falar sobre o líder que viveria até o fim de sua vida na prisão, localizada em uma ilha. Assim foi a semana de 05/12 a 15/12, data de seu funeral, dia em que grande parte do comércio resguardou luto. Foi mais do que uma celebração. Foram dias nos quais todos esses negros puderam reafirmar que toda a extensão territorial da África do Sul é deles, com exatamente os mesmos direitos que qualquer outra pessoa.No dia 16/12, a cidade voltou a seu curso “normal” após inúmeras solenidades, entrando agora na era "pós-mandela". Negros e brancos convivem, sim, de forma livre e pacífica, podendo dividir o mesmo bar ou a mesma praia, por mais que um rótulo oculto permaneça, como um posto: cada um com sua classe social.Siga o Alex de Cara no Twitter: @alexdecara