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Portugal tem os festivais e concertos mais baratos da Europa

Viena, seguida de Munique e de Hamburgo, lideram a lista de cidades europeias com os bilhetes para eventos musicais mais caros. Lisboa está bem cá em baixo... e isso é bom.
16.3.18
Foto Primavera Sound Porto, por Helena Granjo, originalmente publicada aqui.

Se queres passar o Verão a saltar ao som dos teus artistas preferidos sem esvaziar a carteira antes sequer de entrares no recinto do teu festival de eleição (sim, porque depois já sabes: lá dentro vais comer, beber e afins e foi por isso que há tempos te avisamos para poupares), o melhor que tens a fazer é mesmo ficar por Portugal.

Segundo dados recentemente disponibilizados pelo Wanderu, motor de busca dedicado a viagens de autocarro e comboio, o trio com os preços de concertos mais acessíveis na Europa é constituído por Amsterdão, Madrid e Lisboa – sendo que os portugueses chegam a conseguir bilhetes até 40 por cento mais baratos do que, por exemplo, os austríacos, com Viena, Munique e Hamburgo, no polo oposto da tabela.

A ideia da investigação surgiu depois de a empresa se ter apercebido de que, nos EUA, os preços de concertos podem variar até 75 por cento, dependendo dos estados. Decidiram então tentar perceber qual seria a diferença dentro do território europeu, já que, neste caso, estamos a falar de países diferentes. E a melhor notícia foi para o nosso lado: não só temos o melhor peixe grelhado e um tempo do caraças (se esquecermos esta passagem do Félix e da Gisele) e bica a 60 cêntimos, como também os concertos mais baratos do Velho Continente.

Imagem cortesia Wanderu

Como explicado pelo Wanderu, “por um concerto que em Londres custe 100 euros, pagar-se-ia cerca de 110 euros em Munique e cerca de 84 euros em Barcelona” – isto para ver o mesmo artista, no mesmo tipo de sala, já que o alvo de comparação foram as grandes arenas de cada cidade. O que é curioso é que as variações de preço não estão totalmente correlacionas com o custo médio de vida, já que tanto Amsterdão como Paris - cidades com um custo de vida entre os mais elevados da Europa – são também das que têm bilhetes mais baratos no que toca a música ao vivo.

Comparando preços concretos e actuais, por exemplo um bilhete normal da tour deste ano de Shakira, com várias paragens pela Europa no mês de Junho, está à venda em em Lisboa por 40 euros. No caso de Barcelona e Madrid, com bilhetes a 46 euros, a diferença mal se nota, mas em Paris já sobe para os 56 euros, em Hamburgo para os 70 euros e em Londres foram postos à venda por 73 euros. E se forem bilhetes para o "Golden Circle", a área da plateia que está mais junto ao palco, para que não se perca pitada das ancas bailarinas da colombiana, em Lisboa estão disponíveis a partir de 75 euros, enquanto em Zurique, por exemplo, rondam os 298 euros.

Também nos festivais de Verão se nota a diferença, neste caso até mesmo em relação ao país vizinho, onde o Primavera Sound de Barcelona - um festival de cinco dias (ou quatro e meio para sermos mais precisos) - foi posto à venda inicialmente a 150 euros e custa agora 215 euros, enquanto o NOS Primavera Sound, no Porto, teve o preço inicial de 85 euros, para três dias, e está agora nos 125 euros.

Outros exemplos: o Tomorrowland, na Bélgica, custa 237 euros, o Wireless, em Londres, 180 euros e o Mad Cool, em Madrid, 150 euros. Já em Portugal, por três dias o NOS Alive cobra 149 euros e o Super Bock Super Rock, 109 euros. No caso de Berlim, o Lollapalooza, custa 129 euros por apenas dois dias de festival enquanto o Boom, em Portugal, cobra 200 euros por oito dias. Ou seja, a coisa não está nada mal.

Na lista da Wanderu, salta à vista a ausência de países da Europa de Leste. A empresa explica que isso se deve ao facto de poucas digressões passarem por esses lados, já que das 14 que analisaram e das várias grandes arenas, só uma é que tinha paragem agendada para o leste europeu, não havendo, assim, dados suficientes para incluir na comparação.


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