Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #63

E ae manifestoche.

Acabou o Carnaval, foi bonito foi, foi intenso foi, porém acabou. Voltamos pra rotina de sempre e voltamos com a piadinha do “ano começou agora né”. Porém, a nível de lançamentos parece que o ano começou agora de fato. Foi muita coisa que saiu. Muita muita muita muita.

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Lutei até onde pude. Passei fome (ainda estou com fome, não almocei, só vai ter sobras no SERV SERV) e consegui apresentar esses lançamentos aqui embaixo. Esses aqui pode confiar que houve uma análise séria. O que não tá aqui já é por sua conta e risco.

Dito isso, vamo que vamo. Confira a lista e depois me fala (@ricapancita) o que achou.

Enquanto isso vou bater um prato.

—-NOTA 10—-

Kero Kero Bonito – “Only Acting”
Declaro oficialmente o Kero Kero Bonito como melhor fruto criado pela #semente da PC Music, mesmo os caras sendo um dos primeiros a pular fora. É o grupo mais constante e agora, meio bêbado, afirmo ser o melhor. Essa faixa é um #indie 90-2000, sendo o último minuto da faixa a maior homenagem à década passada que já ouvi. Estou meio bêbado agora, aliás.

MC Nando Dk – “Combate Das Rabetudas”
Hoje tava eu na rua fumando um cigarro filtro branco né, aí tava refletindo sobre conceitos técnicos no funk né. Como não tem dinâmica, como o som fica a música inteira no mesmo volume, sem variação, é grave-silêncio-grave-silêncio-grave-silêncio. E belas merdas essa reflexão, eu ouvi a música e achei legal. Curti.

Anelis Assumpção – Taurina
Disco bom bem bom mesmo de nova MPB. Não tem uma faixa que eu tenha achado ruim (“Paint My Dreams” eu não achei #aquelas coisas, mas mesmo assim não é ruim). Bem produzido, bem tocado, bem cantado, bem qualquer outro ponto técnico e/ou estético que possa ser do seu interesse. Não sei o seu interesse.

Rina Sawayama – “Valentine (What’s It Gonna Be)”
Pop bem maneiro, vibe MELODY 90’s, porém sabendo dosar pra não ficar tão bailão da saudade assim. É pique pra cima. Top.

Superchunk – What a Time to Be Alive
Baita de um disco #topzera, som velha guarda (até um pouco mais baixo do que deveria, mas tudo bem) bem dos tempos dos primeiros discos. Termina com uma mais lentinha (“Black Thread”), mas de resto é só os porradão HC/power-pop/ou sei lá o termo que você prefere pra definir o som do Superchunk. Tudo lindo. 11 faixas lindas. Lindo lindo lindo. Estou emocionado.

Macross 82-99 – Sailorwave II
Daquelas vertentes de música eletrônica que, confesso, nem sei mais quais os gêneros que tem hoje em dia. Parei no chillwave, vaporwave e no saudosíssimo SEAPUNK. Que saudade do seapunk viu. Mas enfim é um EP bem legal obviamente influenciado no city pop mas porém teve o problema que nas melhores melodias eles enfiaram um rap freestyle que deu uma cagadinha no resultado final. Mas ainda fica sendo um bom EP pra deixar tocando aí.

Belle & Sebastian – How to Solve Our Human Problems (Part 3)
Sou 0% fã do Belle e do Sebastian. Inclusive ontem tava falando mal da banda numa conversa de bar. Mas vá lá, as músicas do EP são legaizinhas, também não vou ficar de birra a essa altura do campeonato. É as músicas animadinhas lá deles, festa indie e tal, tudo ok. “Too Many Tears” eu já achei felizinha demais ou ponto de ficar bobilda. Mas de resto tudo em ordem. É boa, vá.

—-NOTA NOVE PONTO NOVE—-

Burna Boy – “Tonight”
Um pop-dancehall até que legalzinho de ouvir. É uma boa trilha pra alguma outra coisa que cê tiver fazendo. A não ser que a “alguma coisa” que você esteja fazendo inclua alguém muito chato pra colocar uma playlist “meu deixa eu colocar minha playlist aqui, cê vai gostar”.

Inclusive.

Queria aproveitar o espaço pra dizer o seguinte: nenhuma playlist será agradável o suficiente pra superar a sua encheção de saco de fazê-la tocar.

Fica aqui o meu recado pra você que tá com a playlist #prontinha no celular pra tocar na casa dos outros.

Prettymuch – “10,000 Hours”
Eu não sei bem o quanto esse grupo é famoso. Eu sempre pego o sucesso depois que ele ocorre, eu nunca prevejo nada. Mas enfim tô ouvindo pela primeira vez agora e aviso pra você que já conhece: isso aí é americano fazendo k-pop. Estais avisados. Nada contra, inclusive sou até a favor. Mas é bom saber que não tem bobo na indústria.

Angra – Omni
Eu sinceramente não sou muito do metal melódico não. Chego uma hora já começo a imaginar a farofa sendo jogada pro alto tal qual confetes. Farofa pra todo lado. Mas enfim, vamo lá. Primeiro, pra quem estava querendo saber, a Sandy mal aparece na música da Sandy. É uma vozinha no início e outra no final da música. Talvez até a mesma vozinha, mas eu não voltei pra conferir. Fora isso é um bom disco de metal melódico meio prog metal também. Vai agradar bem quem curte o gênero. Farofas sendo jogadas pro alto. Bom.

Sophie – “Faceshopping”
Estranho, mas não aquele estranho #dançante tipo o remix dela pra GFOTY. Dessa vez é só estranho com possível potencial pra virar estranho #dançante no futuro. Vale a ouvida até. Não que vá ser necessariamente agradável para seu ouvidinho.

Reik – “Me Niego”
Reggaeton pop até que legal, com participação do Wisin. A vibe boy band latina colaborou com o bom resultado da música. É boa.

Laura Pausini – “Fantastico (Fai quello che sei)”
Segue o já tradicional modelo de pop-italiano muito usada em núcleo romântico de novela. Eu gosto, mas aí vai do gosto.

Khalid – “Love Lies”
Desses pop que é meio R&B que é meio rap também. Tá tendo bastante saída nas rádios. Essa música é boazinha, mas também não é grandes novidades não. Mas é boazinha.

Tinashe – “Faded Love”
Pop EDM que tá aí o pop EDM pra quem sentiu falta de mais um pop EDM. Daquelas mais lentinhas com vocal tipo Rihanna porém nem tanto Rihanna assim, pra não ficar cópia. É ok boazinha, mas um pouquinho dispensável também.

Krewella – “Alibi”
Bem melhor do que eu imaginaria que seria ouvir uma música nova delas. Chego até a considerar legal. Mas é EDM né, então vem com calma.

Mount Kimble – “Turtle Neck Man”
Música curtinha, praticamente uma vinheta, com a voz do King Krule que parece que tá com uma pedra de gelo na boca. Boa mas curtinha.

Ellie Goulding – “Vincent”
Folk-country lentinha voz violão que é bonitinha até. E é isso aí mesmo.

of Montreal – “Plateau Phase / No Careerism No Corruption”
Faixa ok, boa, porém não tããããão interessante assim. Mas dá pra ouvir na boa, of Montreal é legal.

Paris Hilton – “I Need You”
Não é de todo ruim, por incrível que pareça. Essa é a vantagem de ser RICA, você pode pagar pra uma música que seja, no mínimo, razoável. É uma balada pop no mínimo razoável.

Albert Hammond, Jr. – “Far Away Truths”
Olha, vou ter que repetir o que já havia falado do single anterior: é uma música do Strokes sem o vocal do Casablancas, o que dá aquele #downgrade no negócio. Mas é uma boa música em si, e também é uma boa pra quem acha o vocal do Casablancas meio ruim prestar melhor atenção no que tá falando.

—-NOTA NOVE PONTO SEIS—-

Muse – “Thought Contagion”
Bom, nóis que é mais tiozinho acompanhamos a caminhada do Muse de um indie-metal pra um indie-pop-rock-de-arena (metal). E pelo single eles tão seguindo firme no despenco mesmo. É outro desses pop-rock (metal) com corozinho de arena. Não sei como eu poderia relacionar o despenco ao aumento de popularidade, mas é isso que tá acontecendo né. Enfim, achei médio.

Diplo – “Look Back”
Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem chatinha. Achou o CeeLo nova geração aí e fez uma lentinha do Gnarls Barkley. Eu, sinceramente, num tô com muito saco pra isso não. Mas vai que você talvez esteja. Eu: não tô.

Manic Street Preachers – “Distant Colours”
É daquelas músicas mais popzinhas do MSP. Eu até esqueço que a banda faz uns popzinhos bobildos assim. Na verdade hoje em dia mesmo aqueles “Faster” da vida eu acho bobildo. Enfim, se você não sabe do que eu tô falando minha recomendação é continuar sem saber. Vai pra próxima.

Françoise Hardy – “Le large”
Olha, preciso tar falando que não é das melhores músicas que ouvi hoje não. É uma baladinha inclusive meio chata. Mas muito bom saber que ela está viva, era um dúvida que eu tinha. Vamos ver o que vem daqui pra frente, essa eu não gostei muito.

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