Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #71

E ae maestro.

Se você estava esperando a coluna de lançamentos, aqui está a coluna de lançamentos. Se você não estava esperando, tá aqui do mesmo jeito. E é só isso mesmo pra dizer. Foi uma semana mais tranquila no geral, e tá com umas musiquinhas boas de ouvir. Dê uma chance às playlists. Tô ligado que cê só lê os negócio e num ouve a playlist. Ouça a playlist.

Videos by VICE

Ok? Ok. Vamo agilizar que segunda é feriado (se segunda não for feriado na sua cidade, aí meus pêsames).

—-AS TOP—-

Jojo Maronttinni – “Vou Com Tudo”
Já disse (acho que já disse) que não sou grandes conhecedor da #cena funk. É outra parada que é melhor você ir nos outros textos disponíveis no site VICE que não seja assinado por mim. Então, PRA MIM, essa é a primeira vez, acredito, que ouço um pop-funk com elementos de pagode baiano mas que consegue se manter como pop-funk. Foi a melhor #produça que eu ouvi que conseguiu juntar os dois mundos sem pender mais pra alguns dos lados. Então, parabéns para todos os envolvidos. A letra ser bobinha tanto faz, pois pop-funk com pagode baiano. O vocal dela achei que rolou bem com o estilo.

Prettymuch – Prettymuch an EP
Sonoramente parece que o gênero BOY BAND tá bem representado com esses caras aí. Não sei se ao vivo eles fazem coreografia e se, principalmente, tá bem definido a função de cada um. Quem é o tímido, quem é o atleta, quem é o piadista, enfim, quesitos obrigatórios numa boy band. Quanto ao som, de minha parte, é só elogios pra esse EP. Pop maneiro.

Father John Misty – EP
Desde que ele decidiu ser o Elton John da nova geração, pra mim, é só sucessos. Nada a criticar, aqui é um EP com três músicas boas bem boas, bem de pegar no coração. Tá bem encaminhado o menino.

Thievery Corporation – Treasures from the Temple
É o que eu chamo de “lounge de cafeteria”, função a qual esse disco cumpre com excelência. E isso não significa que é ruim, só que não me interessa tanto assim. Tem músicas muito boas no disco, mas varia tanto nos estilos (aí tem o dub, tem o mais de rap, tem o eletro, o famoso BOSSA LOUNGE, etc) que a falta de #foco me faz ver esse disco como trilha pra alguma outra coisa. Uma boa trilha, mas uma trilha que não estaremos prestando atenção.

Bonnie “Prince” Billy – “Wild Is The Will”
Mais uma bem lentinha e bem triste do Oldham. Nem sei se a letra é triste mesmo, mas pra ser folk lentinho assim só sendo triste. Mas mó emoção na voz. Cê ouve e fica “eita que aí tem sentimento”. Curto bem.

Mýa – T.K.O.
Foram 40 minutos bem agradáveis de tar se passando. R&B que se por um lado não tem nada lá de muito novo, pelo menos não teve uma faixa que eu não considerei boa. Não necessariamente boa o suficiente pra prender de fato minha atenção, mas ruim com certeza não tem nenhuma. As com produção mais puxadinha pros anos 90 foram as que gostei mais, mas é um disco que vale tar ouvindo na íntegra.

J. Cole – KOD
É bom o disco, viu. A faixa-título me deu uma assustada, já pensei “ê meu pai, lá vem o trap”. Mas a maioria não é de trap não. Tem os trap, mas tem os rap com base jazzinho que agrada o mais conservador (EU), e tem as que junta as duas coisas e fica legal até. Gostei, vou ser sincero que não ouvi com muita atenção pois é o último disco que ouço e minha cabeça já tá pensando em outros negócio e eu não consegui ficar 100% #focado no disco. Mas com certeza bom.

—-OUTRAS QUE TÃO BOAS TAMBÉM—-

Belo – “Do Nada”
Mas um pagode pra lá de romântico do Belo. Dessa vez é produção mais #conservadora, só nos elementos mais garantidos de agradar o grande público. Bonitinha, mas não é lá grandes coisas. Mas boa.

Falamansa – “Joia Rara”
É o Falamansa. É o arrasta-pézinho do Falamansa. Voltando. Primeiramente é um bom arrasta-pézinho do Falamansa, já antecipo. Mas é um pouco preocupante uma possível volta do PÉ DE SERRA na cultura popular. Por mais que haja o #bom #astral que talvez seja de grande ajuda nestes complicados tempos, voltar aquela hipponguisse de SANDALINHA DE PROFETA, saia rodada, matinê no KVA, isso aí meio que me preocupa. E acho que o Falamansa tem potencial pra voltar com a relevância. É pra tar de olho. (a música é boa)

Haikaiss – “Isso Que Me Resta”
Gostei bem da melodia, o MIDI, a batida, ritmo e tal. O resto não gostei tanto assim. Na soma fica com uma boa música de jovens pra jovens (não sou jovem).

Elza Soares – “Banho”
Boa a música. Gostei mais da parte final que fica mais porradão mesmo. Me incomoda um pouco em certo momento a Elza Soares falar “lavo a porra toda”. Pois mesmo em desuso, ainda é muito gírias jovem. Tirando isso, tudo certo.

Ariana Grande – “No Tears Left To Cry”
Tem um pézinho no house-pop anos 90 que me agradou bem. Infelizmente a música não está 100% nessa #pegada, é só um pouco e depois volta pras onda mais contemporânea. Podia ter sido 100% antiguera.

Willie Nelson – “Ready to Roar”
Country clássico bem animadão, bom de tar ouvindo. É da vertente “country festeiro”.

Janelle Monáe – “I Like That”
É um pop que olha aí o pop. Mas pra mim nem tchuns. É uma boa música de meio de disco, mas nada de grande destaque. É bom? É bom.

The Coral – “Sweet Release”
Rockinho britzinho que é nada de mais também. Rockinho aí “quero ser pesadinho mas nem tanto assim”. Boazinha e tal, mas…. nada de mais.

—-AS MEIO OK MEIO RUIM—-

Jeito Moleque – “Último Vacilo”
Meu Deus, que pop-rock de bandinha de bar ZUADA. Em algum momento vai pro pagodinho ok nada demais, mas a música é muito pop-rock ruim. Não rolou.

Pete Yorn & Scarlett Johansson – “Bad Dreams”
Nossassinhora. Aqueles indie-rock bem de beirada com o pop. Mas calma, não completei. Bem de beirada com o pop CHATO DE TUDO. Chutava até que esse cara era inglês, porque o brit rock tem maior facilidade em ser chato, mas o cara é americano mesmo. E a música não é boa não.

The Chainsmokers – Sick Boy
EP com mais quatro músicas que daqui a pouco estarão entre as mais executadas em todo o mundo e a gente não vai saber como aconteceu. Não tenho muito a acrescentar sobre o EP não, é o EDM aí dos cara e vai tocar nas rádios e a galera gosta desse EDM dedinho pra cima com uma garrafinha de ICE.

Gang Of Four – Complicit
EP com 3 músicas que ok só, bem das médias, acredito que “Lucky” seja a melhor mas mesmo assim não é lá muito interessante. E inclui um remix que não quis ouvir. EP okzinho.

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