Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #96

Povo brasileiro.

Você, que conseguiu sobreviver até agora, parabéns. Vai ter que aguentar mais tempo ainda, por que vai ser trabalho de longo prazo. Eu sei que você tá cansado e tudo mais, mas que que eu posso fazer, além de dar aquele UP com umas musiquinhas? Então vamo dar o UP com musiquinhas.

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FORÇA AÍ.

Agora as musiquinhas:

—-AS MELHORES DA SEMANA—-

Julia Holter – Aviary
Com certeza não serei capaz de descrever a #complexidade desse disco em tão poucas linhas. Ainda mais por ter ouvido de madrugada, meio com o sono batendo. Faixas longuíssimas, que podem ser divididas numa primeira metade muito viajandona, vozes sobrepostas, alternâncias rítmicas, etc etc, até o ápice de 3 minutos de BUZINAÇO em “Everyday Is an Emergency”, e depois dá uma sossegadona na metade final, com melodias mais #palatáveis, podemos tar colocando dessa forma. Quase um pop, até. Pop experimental doidera Kate Bush nova era, mas ainda assim pop. Muito bom o disco, mas tem que ir preparado.

Dennis DJ – Dennis DJ Apresenta: Funk Now! Vol. 3
Terceira edição do compiladão de atuais tendências do funk, com a produção do Dennis DJ, que deixa as coisas mais arrumadinhas, mais #profissas. Então essa versão é muita macumbinha, muito 150, muita menção ao Baile da Gaiola. Pra quem for como eu, que até gosta do negócio, mas não o suficiente pra ficar desvendando cada nova música que aparece no YouTube, esse juntadão tá de bom tamanho.

Beach House – “Alien”
Shoegaze de alta qualidade, nossa senhora. My Bloody Valentine nova geração. Parabéns aí pra essa turma.

Toro y Moi – “Freelance”
Suingão maneiro, pistinha pá, pegada do romântico. Não tenho muito o que ficar descrevendo sobre. Bom EDM suingão.

—-OUTRAS MUSIQUINHAS QUE TÃO BOAS TAMBÉM—-

Ellie Goulding & Diplo – “Close To Me”
Popzinho EDM bem comum, mas gostosinho. O vocal da Ellie dá todo um #tchans pra música. Aí no meio botam o feat de rapper nada a ver com nada, mas ok também. Bonitinha.

Cardi B – “Money”
Trap bom. Bom. A base de piano somado ao #flow da Cardi B ficou fera. Bom bem bom.

The Black Eyed Peas – Masters Of The Sun Vol.1
BEP voltando ao que era antes da ideia de colocar a Fergie e virar aquele sucessão pop da década passada. Ou seja: volta pro rap ancoradaço em samples de jazz e bossa nova, ou algo muito manjado como usar “Tom’s Diner”. E veja bem, é inclusive positivo o Will.I.Am ser um cara que não tem medo e/ou vergonha de pegar uma música muito manjadaça como sample. No geral é um bom disco, na ondinha do primeiro disco deles. Porém convém lembrar que o primeiro disco deles não é relevante.

Robyn – Honey
Eu sinceramente estava esperando que iria gostar mais do disco. Mas agora ao terminar de ouvi-lo não bateu taaaanto assim. É um bom disco, em que quase a totalidade das faixas tem um som pop 90-2000 (inclusive mais 90 do que 2000), e tá cheio de baladinha. Várias de dançar lentinho. As melhores faixas acho que foram as que já haviam sido lançadas como single. Enfim, no geral é um bom disco.

Luisa Sobral – “O Melhor Presente”
Música voz e violão que é muito da bonitinha. O início da música me passou a impressão de que “lá vem mais uma música tchubaruba”, mas ela #cresce bem com o tempo. Boa boa música.

Erol Alkan – “Silver Echoes”
Música eletrônica daquelas que é melodia fixa, constante, daí a batida cresce, batida diminui, o negócio fica martelando na cabeça até uma hora não sair mais. Eu gostei sim.

—-AS QUE É MELHOR DEIXAR QUIETINHO LÁ—-

Projota – “A Voz E O Violão”
Popzinho que sei lá viu. Base violãozinho, letra romantiquinha pra rádio FM. Não é ruim mas ao mesmo tempo não teve nada que me agradou aqui não.

Steve Aoki & BTS – “Waste It On Me”
EDM que pode ter muito a ver com o Aoki, mas tem nada de BTS ou de K-pop. Perde o BTS em entrar nesse som fraquinho aí. Bem mediano.

Beirut – “Gallipoli”
Ah lá vem os cara de novo. Cês não vão me cair no mesmo golpe do ukulelezinho-mais-amor-por-favor, pelo amor de Deus. O som é: folkzinho com aquela batida constante que dá uma #grandiosidade pro negócio. Aí soma com o vocalzinho ASMR e fecha com metais tocando uma melodia cantarolável. E assim se fabrica mais uma música de fim de cerimônia de casamento. Nem é ruim, mas vou falar que é pra não dar chance disso aqui voltar.

The Ting Tings – The Black Light
Fizeram um disco que é praticamente guitarrinha em cima de base drum’n’bass, tornando-se a banda Kaleidoscópio do novo milênio. A sensação de ouvir não é bem de achar ruim, é mais de achar “tá errado isso aí”. De qualquer forma não foi uma sensação boa ouvir esse disco não.

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