Notícia muito triste: Mark Bell, do projeto de música eletrônica pioneiro LFO, morreu, de acordo com sua gravadora de longa data Warp.
“É com grande tristeza que anunciamos o falecimento inesperado de Mark Bell, que morreu semana passada de complicações após uma cirurgia”, diz o anúncio no site da Warp. “Família e amigos de Mark pedem privacidade neste momento difícil”.
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Junto com seu braço direito Gez Varley, Bell era uma figura influente na cena eletrônica da Inglaterra no início dos anos 1990, e um pioneiro do subgênero dos graves-pesados, o techno do norte da Inglaterra conhecido como bleep. Por ser um dos primeiros contratos assinados pela Warp Records, o LFO também ajudou a colocar a inexperiente gravadora de Sheffield no mapa. Sua marca registrada — uma mistura caprichosa do house elaborado de Chicago com o techno luxuoso de Detroit e o humor seco de Yorkshire — viria a definir o techno britânico no começo.

Bell conheceu Varley enquanto treinava uns passos de break num shopping, ainda adolescente. Depois de se aproximarem ao sacarem que compartilhavam o senso de humor e as coleções de discos, o duo lançou a track clássica das raves, “LFO”, pela Warp, em 1990. O single se tornou um hit também fora das pistas, chegando ao décimo segundo lugar nas paradas britânicas, e ficando por lá por dez semanas. O álbum de estreia do duo, Frequencies, apareceu no ano seguinte, e um dos melhores álbuns a surgir a partir do boom do acid house.
Depois de Varley deixar o LFO em 1996, Bell continuou o projeto sozinho, lançando mais dois álbuns – Advance, de 1996, e o brilhante Sheath, de 2003, que continha a faixa “Freak”. (Você pode reconhecer o som como a trilha da abertura doideira de Enter the Void). Os lançamentos de meados dos 1990 para a R&S Records sob o nome de Speed Jack, e como Clark para o selo Planet E, de Carl Craig, mostram o quão visceral a arrepiante a música dele podia ser.
Mas a história de Bell não termina com o LFO. O talentoso produtor trabalhou de perto com Björk em diferentes álbuns dela, incluindo Homogenic, de 1997, e Selmasongs, trilha assinada por ela para Dançando no Escuro, de Lars Von Trier. Ele também produziu o último disco bom do Depeche Mode, Exciter, de 2001, trazendo certa elegância ao som deles.
As apresentações ao vivo de Bell também nunca desapontaram. Apenas no mês passado ele destruiu o Forum Przestrzenie, na Cracóvia, numa rave celebrando os 25 anos da Warp. Quando perguntado sobre seu legado musical em uma rara entrevista de 2005, Bell disse: “Nós apenas fizemos a música que mexeria com a gente, não nos preocupávamos com ninguém mais… Eu fico muito lisonjeado quando ouço que nossa música mexe com outras pessoas também!”.
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