Saúde

Donos de dogues vivem mais e são pessoas melhores

Companheirismo e caminhadas fazem bem ao coração.
22.11.17
Pai de pet. Foto: cortesia da Shutterstock

Texto originalmente publicado na VICE Austrália.

Uma nova investigação da Universidade de Uppsala, na Suécia, acaba de nos dar ainda mais provas de que ter um dogue é um dos dois, talvez três, aspectos da vida moderna que continua a ser puro e bom. O estudo, publicado na Nature, mostra que os donos de cães não só vivem mais tempo, como têm menos riscos de desenvolver doenças cardiovasculares.

Os cientistas suecos coletaram dados de três milhões de pessoas, entre os 40 e os 80 anos, para tentar descobrir se os donos de cães tinham maiores ou menores taxas de mortalidade que pessoas sem cães. Até donos sem qualquer outro amor na sua vida demonstraram uma vantagem notável — de acordo com o estudo, têm uma redução de 33% no risco de morte e uma redução de 11% de risco de doenças cardiovasculares, quando comparados com pessoas solteiras sem cães.

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"Uma das descobertas mais interessantes do nosso estudo foi que ter um cão é particularmente proeminente enquanto um fator de proteção para pessoas que vivem sozinhas, que é um grupo em que, de acordo com outras investigações, os riscos de doenças cardiovasculares e de morte prematura são tendencialmente maiores quando comparados com aquelas que vivem com outras. Talvez um cão possa surgir como um membro importante da família em lares de solteiros", explica o líder do estudo, Mwenya Mubanga, num comunicado enviado à imprensa.

O estudo mostra também que as raças de maior porte são mais benéficas que as de menor porte — algo que eu própria tenho debatido há muito tempo. Segundo os dados, os donos de dogues maiores, que originalmente foram criados para a caça, por exemplo, estão mais protegidos contra doenças. Apesar de a investigação não indicar que aspecto específico ajudaria na melhora da saúde humana, o cientistas especulam que as caminhadas têm um papel importante.

"Sabemos que, no geral, os donos de cães têm um nível mais elevado de atividade física o que pode explicar os resultados que obtivemos. Outras explicações passam por um melhor bem-estar e mais contato social, ou pelos efeitos do cão no microbioma bacteriológico do dono", diz outro dos autores do estudo, Tove Fal. E acrescenta: "Pode ser ainda que já existam diferenças entre donos e não donos antes de os primeiros adotarem um cão e isso pode ter influenciado os resultados. É possível que aqueles que escolham ter um cão tenham tendência a ser mais ativos e mais saudáveis".

Portanto, é simples: basta adotar um dogue, seu preguiçoso. Eles são simpáticos e fofinhos e bem mais baratos que qualquer terapia.

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