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Corte de bolsas da CAPES abriu o olho da população para a ciência no Brasil

Apoiado por milhares de pessoas, bolsistas organizam protestos e cobram respostas das autoridades.
Foto via: Pixabay

Na quinta-feira passada (2), a Capes, órgão responsável pela coordenação de pesquisas de nível superior, anunciou o corte de 198 mil bolsas a partir de agosto de 2019.

A medida, que resultará na suspensão de milhares de trabalhos acadêmicos no Brasil, gerou revolta pelas redes sociais. Desde o fim da semana passada, pesquisadores postam suas indignações em relatos com a hashtag #minhapesquisaCAPES e #existepesquisanobr e causam comoção. Segundo o departamento de dados da FGV, foram 124 mil publicações no Twitter.

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O impacto foi tamanho que, na última sexta-feira, os organizadores dos grupos estudantis das instituições federais do país promoveram manifestações presenciais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na praça da Cinelândia, sociedades organizadas de pesquisadores se reuniram em apoio à carta aberta do presidente da Capes direcionada ao Ministro de Educação, Rossieli Soares. Nesta segunda-feira (6), haverá manifestações no final da tarde em Curitiba, Ribeirão Preto e Franca.

Pelo Facebook, pesquisadores também se manifestam ao incluir as frases "eu luto pela pesquisa brasileira" e "contra o corte de verbas". Na mesma rede e no dia seguinte ao comunicado, o ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro publicou uma nota alertando a gravidade da situação em relação ao teto orçamentário e os investimentos no setor de pesquisa acadêmica.

Já o atual ministro da educação, Rossieli Soares, diante da manifestação da população, declarou que "o Ministério da Educação reafirma que não haverá suspensão do pagamento das bolsas da CAPES" e que estão discutindo "medidas estruturantes para a área da educação em seus diferentes níveis, bem como o orçamento para o próximo ano".

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