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Gaza está inundada de cadáveres

Quando Israel bombardeou um campo de refugiados.
12.8.14

Há alguns dias foi bombardeado um acampamento de refugiados de Shati na cidade de Gaza. Nove dos mortos eram miúdos das famílias Abu Shafka y Al Maqdad. Os vizinhos explicaram-nos que havia um grupo de miúdos que estava a brincar no parque infantil do acampamento quando caiu um míssil que destruiu tanto o parque como as casas em redor. Segundo os jornais palestinos, o autor do ataque foi o exército de israel. Israel não o negou mas as forças armadas de Israel garantem que as vítimas morreram por culpa de um míssil lançado pelo Hamas.

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Mais uma vez, a morgue do Hospital de al-Shifa viu-se inundada de cadáveres. Depois do ataque ao acampamento de Shati, deu-se outro ataque simultâneo na zona de Zeitoun, também na Cidade de Gaza, que acabou com a vida de de uma família de cinco pessoas. Os familiares apressaram-se a recolher os corpos dos seus familiares para que pudessem ser enterrados antes de anoitecer. Desde que a ofensiva começou, já se fizeram mais de mil funerais e nenhum se celebrou depois de entardecer porque todos acham perigoso reunir-se durante a noite porque têm medo dos mísseis israelitas.

Um palestino junto de uma poça de sangue no campo de refugiados de Shati. O homem segura uma pistola de plástico com que os miúdos estavam a brincar no momento em que o míssil os atingiu.

Um jovem que chora a perda de um familiar à porta da morgue do hospital de al-Shifa na cidade de Gaza.

Um homem identifica de um dos cadáveres que chegou ao hospital.

Os familiares recolhem os cadáveres dos meninos assassinados no campo de refugiados de Shati.

Um empregado da morgue do Hospital de al-Shifa tenta acalmar os presentes depois da chegada de um cadáver sem cabeça.

Este jovem apressa-se a levar o cadáver de um familiar para que possa ser enterrado antes de anoitecer.

Amigos acompanham um jovem que chora a morte dos seus familiares no cemitério Sheikh Radwan em Gaza.

Os cemitérios de Gaza estão a ficar em espaço. Simplemente não há mais sítios onde enterrar os mortos. Nessa tarde, algumas famílias tiveram de escavar junto de antigas campas para poder enterrar os falecidos.