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Branko só Veio para o Brasil pra Conversar com o MC Bin Laden

O produtor português também esteve com a Mahmundi, a rapaziada do Hurtmold, o Cícero e, claro, fez muito som por aqui.
5.2.15
O som & a fúria de Branko, na Fosfobox. Foto: Wilmore Oliveira

Brasileiro é mesmo um povo muito hospitaleiro. Era um dia como outro qualquer na redação ostentação, quando fotos e vídeos nos avisaram que Branko, o tuga co-fundador do Buraka Som Sistema estava entre nós. O cara antecipou sua vinda ao país, onde se apresentou no MECA e fez uma imersão no estúdio da Red Bull. Nesse meio tempo, ele colou no MC Bin Laden, na Marcela Vale aka Mahmundi, nos caras do Hurtmold e trombou o Cícero. Fontes confirmam que Branko registrou todo seu rolê em vídeo para um documentário que está fazendo enquanto produz seu próximo álbum, Atlas. E não ficou só nessas. Branko ainda encontrou tempo pra mandar um som em festas que rolaram no Secreto, em São Paulo, e na Fosfobox, no Rio. Fizemos uma convocação geral e quem esteve com o produtor durante a semana passada nos mandou um relato da passagem do homem por essas plagas. Acompanhe.

Foto roubada do Gustavo Elsas, do Marginal Men: Branko e a rapaziada.

@tomdjoficial e @mcbinlademoficial improvisando aqui na #redbullstationsp

Um vídeo publicado por Gustavo Elsas - Marginal Men (@velhoexcroto) em Jan 26, 2015 às 11:04 PST

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Branko deu a deixa e o Bin Laden fez um som. 

O jornalista, DJ e chegado da casa, Dago Donato, conta, em poucas linhas, o que viu da passagem de Branko por São Paulo

Toquei antes do Branko no Meca e no Red Bull Station. Muito foda tocar junto - e ser elogiado - por um dos maiores nomes da cena em que me encaixo. O set dele no Meca foi cabuloso. Perfeito pra aquele fim de tarde mezzo ensolarado. Achei massa que ele conseguiu gravar com nomes tão distintos quanto MC Bin Laden e o Hurtmold.

Fabio Heinz da Wobble começa contando:

bados no (Bar) Secreto são sempre legais, ainda mais quando estamos tocando. E como a noite poderia ficar ainda melhor? Branko, do Buraka Som Sistema, colar, depois do MECA, na nossa festa e ainda de quebra, dar uma moral nas picapes. Foi ótimo para nós que íamos aguardar mais uma semana pra vê-lo em solos cariocas, no querido clubinho Fosfobox, pudermos matar a ansiedade de ver o cara logo. Decepção nenhuma.

O rolê carioca, no dia 31/01, começou por volta das 17h, com uma mini-palestra/bate-papo sobre o RBMA, o qual Branko foi aluno (2002/SP) e tutor (2014/Tokyo). Muito interessante entender como o processo criativo, por mais diverso que se possa ser, sempre pode ter uma espinha dorsal comum, que é: fazer o melhor som possível. Não importando muito de onde se tira as inspirações, ou referências. Legal ter um pouco da visão do que rola nas academias da Red Bull. Até deu um gás pra participar de uma, quem sabe.

À noite, no Fosfobox, casa cheia, como era de se esperar. Ânimos acirrados, e a ansiedade de ver novamente o Branko tocar acabou com o anúncio do início do seu set. Daí pra frente, foi só pedrada, quase literais. Não me peçam para lembrar quais ele tocou, memória se tornou um artigo de luxo há uns bons dez anos. Importa só que o maluco colou, curtiu e destruiu tudo.