Breakdance ao Estilo Indiano

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Breakdance ao Estilo Indiano

Num apartamento modesto de um bairro clandestino, fotografamos meninos que assistem break num laptop comunitário e depois praticam seus movimentos, encorajando uns aos outros
4.9.13

Dia desses, eu me encontrei com o He Ra do Slumgods, um coletivo indiano envolvido em muitos elementos da cultura hip hop, na frente de um shopping ao sul de Nova Deli chamado Select City. He Ra é o cara que apresentou a iniciativa Tiny Drops a Índia cinco anos atrás, um programa que permite que crianças explorem a arte, dança e cultura do hip hop. A infraestrutura na Índia é incrivelmente corrupta e, em muitos casos, é difícil ter contato com outra realidade que não seja aquela em que você nasceu. Assim, qualquer chance para que as crianças experimentem algo além de suas oportunidades limitadas pode mudar a vida delas.

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O He Ra me levou até o Khirkee Extension, do outro lado do novo shopping. A diferença entre esses dois lugares é a do dia para a noite. Um abriga várias lojas de luxo e é cercado por acessos recentemente pavimentados e um vasto estacionamento. O outro é um bairro clandestino cercado por ruas de terra, uma vizinhança urbana densamente povoada que, por não ser legalmente zoneada, não é reconhecida pelas autoridades como um lugar para receber serviços municipais.

Num apartamento modesto, sou apresentada a garotos com idades entre 8 e 18 anos de todas as partes da cidade – alguns deles têm que viajar horas nos transportes públicos para chegar até aqui. Eles estavam assistindo a vídeos de breakdance no laptop comunitário de He Ra para se animar. Em seguida, os garotos levam essa energia para uma sala no final do corredor, onde praticam suas rotinas de break, fazem amizade e encorajam uns aos outros. Eles se libertam em cada movimento, apesar de todos os obstáculos no caminho. E fazem isso de um jeito incrível.

Sunny Shokrae é uma fotógrafa que mora atualmente em Nova York. Quando criança, sua família iraniana sempre ria quando ela dizia que queria ser fotógrafa, mas agora é ela quem ri deles. O trabalho dela, de acordo com o crítico Kelley Hoffman, é “nostálgico do agora, por todas suas nuances complexas, e é feito de, e para, uma nova comunidade global, celebrando os amantes da beleza, os puros de coração e os debochados de espírito”.

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Veja mais do trabalho da Sunny aqui.

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