As nossas 25 melhores imagens do Rock in Rio 2018
Todas as fotos pelo autor.
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As nossas 25 melhores imagens do Rock in Rio 2018

Um singelo contributo para os números gigantescos, do festival em que as estrelas são vocês, "o público mais satisfeito do Mundo".

Que o Rock in Rio é uma feira, não é novidade para ninguém, nem tão pouco é algo que, pessoalmente, veja como depreciativo. As feiras são fixes e esta é uma feira extremamente bem organizada, com diversões, comida, bebida, algodão doce, fogo de artifício, dinossauros, super-heróis, celebridades do off e do online, brindes, brindes, brindes e brindes… e música para todos os gostos (bem, neste ponto pode não ser exactamente assim, mas um gajo de vez em quando também pode deixar o elitismo a repousar em casa).

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Também é uma feira um bocado carota, mas parece que a rapaziada não se queixa - há sempre uma Madonna para desancar quando se chega a casa -, portanto, siga pa' bingo e venham de lá essas imperiais a quatro paus e hamburgers gourmet frios a 10 (estou a inventar, não sei quanto é que custavam os hamburgers gourmet, mas ouvi um pai de família a dizer que estavam frios. As imperiais sei.)


Vê: "O festival hippie mais alucinado de sempre"


O Rock in Rio pode, pois, ser muita coisa diferente. Depende do espírito com que se vá, do que se queira fazer, do recheio da carteira, ou da companhia que se leva. Sendo que muitos dos que lá vão levam a família toda atrás, feira é uma definição que cresce de sentido a cada vez que a uso. Repito, não me entendam mal, eu adoro uma boa feira. E, pelos vistos, não sou o único. As 278 mil pessoas que passaram pelo Parque da Bela Vista nos dias 23, 24, 29 e 30 de Junho, não só adoram uma boa feira, como adoram o basqueiral que as marcas por lá fazem. Até da EDP gostam veja-se bem!

Este ano no RiR a única coisa que me complicou um bocado com o sistema foi a falta de um palco com música. Dois ou três resquícios da dita cuja espalhados por aqui e por ali não chegam para transformar uma feira num festival de música, mas chegam para transformar um festival de música numa feira. Há dois anos ainda havia um palco Vodafone interessante, nesta oitava edição, passado uma semana só me lembro dos James (sim, ainda!), das Haim, do Moullinex, dos Capitão Fausto e do Manel Cruz debaixo de uma chuva diluviana.

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Tudo bem. No problemo. Sou eu, não és tu Rock in Rio. Claramente. De acordo com um comunicado de imprensa de balanço do evento, "durante os quatro dias, a Marktest inquiriu 405 pessoas do público para um Estudo de Recinto. Os resultados preliminares indicam que 95 por cento dos inquiridos atribuiu nota máxima a esta edição, revelando estarem 'Muito' e 'Muitíssimo Satisfeitos', enquanto 70 por cento dos inquiridos tem intenção de marcar presença na próxima edição. O 'Ambiente/Convívio', o 'Cartaz' e as 'Actividades' foram os tópicos mais destacados pelos inquiridos". Vêem?

E, por falar em números, esses sim são redondinhos, gordos e suculentos, como o algodão doce da velhinha simpática da foto lá de cima. E é por eles que tudo isto acontece, é por eles que as marcas torram os orçamentos anuais de uma levada e depois nós temos de andar a penar para apoiarem os nossos "conteúdos culturalmente relevantes", tipo RTP 2. Ora, vejamos:

  • 278 mil pessoas no recinto, nos quatro dias de festival.
  • 5,8 milhões de pessoas impactadas pelas transmissões televisivas e cobertura online do festival.
  • 150 horas de emissão de rádio ao vivo.
  • 1.500 projectores de luz.
  • 1.000 milhões de watts de som.
  • 5.000 metros quadrados de ecrãs LED.
  • 60 quilómetros de fibra óptica.
  • 1.000 pessoas a trabalhar todos os dias na montagem do festival.
  • 2.256 publicações com conteúdos dinâmicos no Facebook, Instagram e Twitter, bem como vários vídeos em directo geraram cerca de 30 milhões de impactos.
  • 1.252.813 milhões de visitantes únicos ao site oficial do Rock in Rio.
  • 57 horas de música.
  • 264 acts musicais/entretenimento.
  • 18.999 pessoas andaram na Roda-gigante (das quais 7.906 reservaram através da app criada para o festival).
  • 3.611 pessoas andaram no slide (das quais 1.459 reservaram através da app criada para o festival).
  • 90.000 copos de cidra consumidos.
  • 360.000 copos de cerveja consumidos.
  • 62.500 copos de cola consumidos.
  • 55.000 sofás insufláveis distribuídos.

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No Mundo global, conectado e consumista em que vivemos, o sucesso mede-se assim! Não sabias? Não sabias… E é por isso que, a estes números, juntamos agora, modestamente, as nossas melhores-25-imagens-do-festival-em-que-só-aí-umas-duas-é-que-mostram-músicos. Porquê? Porque no Rock in Rio, as estrelas são vocês, claro! E porque ainda temos a ilusão de que isto vai gerar um tráfego tão brutal no nosso site que a hora de ponta do IC19 vai pedir de joelhos para ir tomar banho mais cedo.


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