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Vídeo amador de espancamento em Maria Ortiz, Vitória.Júlio Pompeu revelou que são três os tipos de criminosos ou mesmo suspeitos preferidos como alvo dos linchadores. “Em primeiro vêm os crimes violentos letais intencionais (CVLI), depois os crimes contra o patrimônio e os crimes de trânsito, principalmente quando há atropelamento e fuga”.Escalado pelo governo do estado para lidar com o tema, o comandante do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano da Polícia Militar, o então coronel Edmilson Santos, hoje promovido a comandante-geral da Polícia Militar do estado, admitiu um dos motivos apontados pelo professor Júlio César Pompeu: a sensação da população de que o Estado é ausente. “Às vezes as pessoas esperam uma ação do Estado… E como não veem uma resposta como queriam, elas se revoltam diante de um fato que gera comoção social, como no caso da criança que morreu asfixiada. Mas eu digo o Estado como um todo, com Legislativo, Judiciário e não só o Executivo”, analisou.O coronel alerta para os perigos de se envolver em linchamentos. “Quem comete um linchamento está sujeito a lhe ser imputada responsabilidade por um crime, que pode ser homicídio ou tentativa de homicídio. Além de responder a um processo criminal, o linchador pode sofrer represálias de comparsas de bandidos linchados ou de familiares das vítimas. A vingança é um dos grandes motivos para os homicídios no Espírito Santo”, revelou.Diante de uma tentativa de linchamento, a orientação para os policiais é retirar a vítima imediatamente do local onde está a multidão enfurecida. “Nossa prioridade é a vida, mesmo que seja de um criminoso, o que muitas vezes a população não entende”, finalizou.Siga o Giba no Twitter: @gibamedeiros