Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma The Creators Project.Apesar de algumas galerias celebrarem a entrada do Instagram no mundo da cultura, com exposições sobre selfies, por exemplo, há outros espaços artísticos, como o The Untitled Space, que estão a revoltar-se contra esta nova moda através de exposições como a Self-Reflection.A mostra, que inclui o trabalho de 21 artistas, todas mulheres, revela a originalidade da auto-representação, através de um diálogo expressivo sobre a feminilidade moderna. "É importante explorar as origens do auto-retrato, sobretudo hoje em dia, com o incrível vício das selfies. Em Self-Reflection, as artistas criam obras não para se auto-promoverem, mas para apresentarem e falarem sobre temas que são importantes para as mulheres", diz ao The Creators Project Indira Cesarine, uma das comissárias da exposição.
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Marie Tomanova, "Self-portrait #24". Imagens cortesia das artistas e The Untitled Space
Para além do trabalho de comissariado, Cesarine apresenta também o seu próprio trabalho e explica que é uma oportunidade "para criar uma plataforma para as artistas e para, ao mesmo tempo, fazer parte de um diálogo".Na mostra podemos ver, entre outras coisas, as pinturas vivas de Alexa Meade, auto-retratos com os alter egos de Andrea Mary Marshall e as tapeçarias eróticas de Erin M. Riley. As artistas recorrem a imagens em que se representam a elas próprias enquanto instrumento para reflexão, em vez de se limitarem a criticar a cultura selfie. Com uma abordagem moderna e sem deixar de lado o seu tom feminista original, a exposição chama, assim, a atenção sobre a clássica discussão temática conceptual do próprio artista enquanto arte.Abaixo podes ver algumas imagens da exposição.
Indira Cesarine, Private is Political, 2016
Alexa Meade, Portrait 1
Vista da instalação
Vista da instalação
Vista da instalação
As comissárias da exposição: Coco Dolle e Indira Cesarine
Aqui encontras mais informação sobre a exposição.