Lizzie Armanto, foto cortesia da Vans.

Uma lista das mulheres skaters que estão a enfrentar 2019 da melhor forma

São elas que estão a mudar a misoginia e o machismo que sempre definiram a cultura do skate.

Por Eda Yu; Traduzido por Madalena Maltez
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21 Janeiro 2019, 11:19am

Lizzie Armanto, foto cortesia da Vans.

Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma i-D US.

Criar espaço para mulheres – ou skaters queer, trans e não-binárias – numa cena, historicamente, dominada por homens, nunca foi tarefa fácil. Skaters lendárias como Elissa Steamer – a primeira skater profissional – e a queer Vanessa Torres foram algumas das primeiras a abrir caminho para uma maior inclusão no skateboarding. Mas, como o filme Mid90s de Jonah Hill mostrou aquando da estreia em Outubro último, a misoginia e o machismo casual que definiam a cultura contemporânea do skate continuaram a existir por décadas.

Todavia, em 2019, as coisas parecem estar a mudar. Com Skate Kitchen a sacudir o mundo em Agosto e mulheres skaters a conquistarem cada vez mais reconhecimento mainstream em todas as plataformas, não é segredo que 2018 foi um ano decisivo para o skate no feminino.


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A Vans lançou a “Girl Skate India”, uma iniciativa integrante da campanha anual “This Is Off The Wall”, que mostra jovens indianas a ganharem confiança através do skate. Por outro lado, o “Skate Like A Girl” – um programa fundado há 10 anos para ajudar as raparigas a ficarem mais confortáveis em cima das suas tábuas – tem ganho cada vez mais impulso, recebendo atenção regular da imprensa. E pequenas marcas de skate fundadas por mulheres estão a ver as suas melhores skaters a assinarem com marcas como a Adidas e a Nike – passos largos, rumo ao reconhecimento internacional.

Estas sete skaters inspiradoras tiveram conquistas impressionantes em 2018. E, com as Olimpíadas de 2020 no horizonte, estão a começar 2019 com mais embalo do que nunca – dentro e fora das pistas.

Lacey Baker

Com apenas 25 anos, a lendária Lacey Baker é, hoje em dia, uma das skaters mais conhecidas – e 2018 provou ser outro grande ano para ela. A primeira mulher abertamente queer a juntar-se à equipa Nike Skateboarding, Baker também criou o primeiro par de ténis de skate feminino para a Nike, depois de assinar com a marca em 2017.

No ano passado, produziu uma segunda interacção do Nike SB Bruin High – feito com um design directamente dirigido ao tema da inclusão LGBTQ na comunidade do skate.

Lizzie Armanto

Nem toda a gente pode desafiar a gravidade. Mas, ao que parece, Lizzie Armanto está entre aqueles que podem. No final de Agosto, Armanto fez história como a primeira mulher a completar o infame loop 360 vertical de Tony Hawk.

Poucos skaters conseguiram completar o loop, considerado uma das manobras mais perigosas do desporto. Armanto já ganhou duas medalhas no X Games – levando para casa o ouro do primeiro evento Women's Skateboard Park no X Games de 2013 – e está a treinar para participar nas Olimpíadas de Tóquio em 2020.

Nora Vasconcellos

Enquanto primeira mulher a juntar-se a skaters como Mark Gonzales e Daewon Song na famosa equipa de skate da Adidas, Vasconcellos é definitivamente um nome para acompanhar este ano. Ao longo da sua carreira, sempre foi muito aberta sobre os altos e baixos da batalha que trava com a ansiedade e sobre como conseguiu superar o seu transtorno de pânico para continuar a andar de skate.

Mas, em Julho passado, Vasconcellos viu o seu sucesso manifestar-se em grandes proporções, quando recebeu os seus ténis assinados, os Adidas Matchcourt RX – nas cores violeta e branco com bordados florais.

Beatrice Domond

Nativa da Flórida, Beatrice Domond cresceu a ser a única miúda que andava de skate na sua cidade. Apareceu pela primeira vez no filme de 2014 da Supreme Cherry, de William Strobeck, e tem atraído atenção nacional nos últimos anos.

Ela é a única rapariga da equipa de skate da Supreme, foi finalista no ano passado numa curta de 90 segundo para a Uber por Mike Steinkamp, e até tem um excerto próprio no vídeo da Supreme de 2018, Blessed. O seu estilo único e verdadeiro positivismo renderam-lhe patrocinadores como a Vans e Fucking Awesome – com muito mais coisas a virem em 2019.

Leticia Bufoni

Oriunda de São Paulo, Brasil, Leticia Bufone, de 25 anos, há muito que é considerada uma das melhores skaters do Mundo. Em 2013, tornou-se na única mulher a ganhar três medalhas de ouro no X Games do mesmo ano. E, em 2015, conquistou atenção internacional por ser a primeira mulher a conquistar uma posição na equipa Nike Skateboarding.

No ano passado, entrou na lista da Forbes de “Mulheres Mais Influentes nos Desporto em 2018” – e levou para casa outra medalha de ouro de street skate feminino no X Games de 2018, na Noruega. Com as Olimpíadas 2020 a chegarem, Bufoni é, sem dúvida, uma skater para se ter em mente.

Allysha Le

Apesar de Allysha Le, a skater de 22 anos patrocinada pela Dickies e natural do sul da Califórnia, ter menos de 1,52 metros, a sua altura não é um indicador do tamanho das suas conquistas em 2018.

Ao viajar pela América do Norte com a sua equipa, Le competiu como semi-finalista na Vans Park Series do ano passado, a grande digressão por pistas de skate do Mundo para mulheres e homens. Le também apareceu no 30º vídeo da Transworld Skateboarding, Duets, a que fez alusão no Instagram com um belíssimo nosegrind.

Rachelle Vinberg

Rachelle Vinberg, 20 anos, há muito que tem vindo a ganhar tracção no mundo do skate. Mas, em 2018, solidificou a sua presença como uma força internacional da cena do skate feminino com o seu papel como Camille, a protagonista do filme Skate Kitchen, de Crystal Moselle. Vinberg foi descoberta numa pista de skate em Nova Iorque enquanto conversava com Nina Moran, uma colega skater que também aparece no filme, pelo seu estilo e personalidade.

É essa personalidade genuína – além da habilidade no skate em constante evolução – que a torna tão atraente. Não tem medo de ser ela mesma. Nas redes sociais, Vinberg nunca tem vergonha de se mostrar a cair ou a enganar-se numa manobra – e impressionou o Mundo com o seu retrato fiel e honesto do que significa ser uma mulher no mundo do skate.


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