Fotografias vibrantes das corridas de pombos em Cuba
Viagem

Fotografias vibrantes das corridas de pombos em Cuba

A vida de um corredor de pombos e das suas magníficas e coloridas aves em Havana.
21.8.18

Este artigo foi originalmente publicado na VICE USA.

Há cerca de dois anos, conheci um homem chamado Erislandy, um cubano que participa em corridas de pombos e que é conhecido em Old Havana por pintar as penas dos seus pombos com cores fluorescentes. Para Erislandy e outros por todo o país, criar pombos para corridas pode ser uma boa maneira de fazer dinheiro (quando o teu pássaro começa a ganhar provas, por exemplo, podes vender os filhos do campeão a outros participantes).

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Na maior parte dos casos, Erislandy pinta os seus animais de verde e amarelo, cores que representam a sua província. Para além disso, assim são mais identificáveis - mais luxuosos, captam mais a atenção. Compete durante todo o ano. Participa no chamado picadero, em que são colocados 20 ou 30 pombos machos e uma fêmea, para a levar a acasalar (ganha quem ela escolher). E compete em muitas das 24 corridas organizadas pela Federación Colombófila de Cuba, uma organização que junta mais de 300 donos de pombos-corrida, oriundos da capital e não só.

Um retrato de Erislandy com penas pintadas

Tive a sorte de poder assistir a uma destas corridas. As pessoas colocam os seus pombos-correio espalhados por Cuba, em sítios de destino diferentes e largam-nos todos ao mesmo tempo. O pássaro que regressar a casa com a maior distância percorrida em menos tempo, é declarado o vencedor.

É extraordinário ver estes pombos. Ainda não existem certezas quanto ao porquê destas criaturas serem capazes de encontrar o caminho de volta. Há quem acredite que têm um tipo de "bússola" no cérebro. De qualquer forma, com ou sem bússola, muitos deles não regressam. Infelizmente, alguns perdem-se ou são mortos. Outros morrem de exaustão.

Para além de assistir à corrida, passei uma semana inteira com Erislandy, a aprender sobre a criação de pombos e a sua vida como corredor.

Abaixo podes ver uma colecção de fotografias do tempo que passámos juntos.

Erislandy mostra-me como pinta os pombos. O processo de coloração não magoa ou causa qualquer lesão às aves

Erislandy dentro de uma gaiola, onde vivem muitos dos seus pombos

Um corredor de pombos sincroniza o seu cronómetro vintage e prepara-se para a a competição

Erislandy fez anilhas com a minha foto e colocou-as em três dos seus pombos

Todos os pombos de competição são colocados em caixas de metal e transportados de camião para vários pontos do país. Depois são libertados ao mesmo tempo e a corrida começa

Erislandy limpa a comida dos pombos com água e depois espalha-a no telhado de casa para secar

Pombos-correio em descanso

Para evitar qualquer tentativa de batota, cada pombo leva um pequeno relógio que é retirado quando chega a casa. Depois, os tempos são comparados

Erislandy mostra alguns dos seus pombos coloridos. As cores que utiliza representam determinadas regiões, mas por vezes ele pinta-os, simplesmente, para os tornar mais bonitos e elevar o preço de venda

Há cinco participantes femininas que competem em Havana. Ines é uma dela e juntamente com o marido é também a responsável da Federación Colombófila de Cuba, que organiza as corridas de pombos-correio. Nesta imagem, Ines mostra-me um ovo de uma das suas aves

“El maestro” é o mentor de Erislandy e o homem que lhe ensino tudo o que sabe sobre corridas e criação de pombos. Há dois anos eu tinha fotografado um dos seus pombos e ele emoldurou a foto

Um ovo chocado, dentro da gaiola de Erislandy

Erislandy ensina tudo o que sabe a sete alunos, a quem dá com frequência pombos pequenos para que aprendam como os criar

Erislandy mostra um dos seus pombos coloridos ao pôr-do-sol


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