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Conheça a Verdadeira História por Trás do App de Dance Music mais Animal do Momento

Saiba como dois empreendedores nerds amantes de música se tornaram os novos milionários ao inventar o Boomrat.

A cultura da música eletrônica está cada vez mais próxima dos contos de fadas. Mas a história do Boomrat está mais para o Vale do Silício que para o palco principal de um grande festival. Lançado no início de julho, o Boomrat é uma plataforma que reúne novos talentos da e-music. E a ferramenta também reúne blogs, playlists, o Pandora e ainda tem espaço para o seu amigo hype dizer o que está rolando.

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A ideia da plataforma é da dupla Andrew Silberstein e Ariel Lee, ambos de 23 anos. Os dois esperançosos empreendedores trombaram na porta do dormitório da Universidade da Carolina do Norte. E não demorou para que a plataforma alcançasse o sucesso, quando o projeto foi adquirido pela Live Nation no início deste ano.

Conheci a dupla na mais auspiciosa de circunstâncias: entrando em um helicóptero em Las Vegas que voava para a EDC. Ficou imediatamente claro que eles não eram técnicos medíocres de um aplicativo de música qualquer. Suas ambições eram mais nobres e mais imediatas. Mas como eles foram de um dormitório de faculdade a um cenário desses em tão pouco tempo?

Andrew Silberstein (E) and Ariel Lee (D)

Toda a história começa lá atrás. Quando Lee e Silberstein eram jovens nerds com tendências empresariais. "Eu tinha 'um negócio de algodão doce'", explica Silberstein em sua fala tipicamente calculada e relaxada enquanto subíamos para o topo da Soho House em Hollywood. "Eu tinha 11 anos na época e costumava trabalhar em festas com uma máquina industrial de algodão doce. É tipo meu passado negro. Trabalhava em jogos de futebol que aconteciam na minha cidade natal", relembra ele.

O que o levou a correria tão jovem? "Eu estava obcecado por música e eu realmente queria CDs e não podia pagar por eles", diz o novo milionário com um sorriso indiferente." "Eu tive que descobrir uma maneira de obtê-los".

O caso da Lee é igualmente corajoso, ainda que muito mais lascivo: "Quando eu tinha 14 anos, comecei a fazer eventos em Hong Kong em clubes… ilegalmente… em noites de escola", diz ela, desacelerando ao final da declaração, enfatizando a agressividade da coisa toda. Dos dois, ela é algo como um chicote, entre afável e o rígido. O duo forma uma equipe congruente, ambos obsessivos por música, colados a suas caixas de e-mails, bem à vontade uns com os outros e também com o peso da expectativa que os rodeia agora.

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A versão emergente do Boomrat foi aperfeiçoada na USC. "Nós estávamos na escola de empreendedorismo juntos e havia uma competição", explica Lee. "Nós lançamos uma versão do Boomrat muito cedo. Era tipo, uma incubadora de artistas. Ficamos em segundo lugar e usamos o dinheiro para obter este pequeno escritório no distrito das artes. Era como se nós três estivéssemos sentados bem apertados, frente a frente, e em torno de uma pequena mesa por horas a fio."

Silberstein e Lee batendo um papo na RevoltTV

A virada veio logo depois disso. Lee continua: "Nós fomos para a conferência EDMbiz em Las Vegas, e vimos Mark Geiger [Chefe de Música da WME] falar em um telão, e Mark dizia, "o futuro da EDM vai ser algo digital, que vai agregar e filtrar conteúdos". "Quando ouvimos isso, nós ficamos, 'Oh meu Deus, é isso'. Deixamos tudo que estávamos trabalhando e apenas focamos em uma coisa. Conhecemos o o Peter Sussman, que nos gerenciou e fez a ponte com o Mark Geiger. Desde então, Mark se tornou o nosso mentor", conta ele.

Em menos de um ano, a start up de Lee e Silberstein foi adquirida pela Live Nation.

"Eles estavam realmente expandindo sua divisão de dance music e ter um app fez todo sentido", diz Silberstein sobre aquisição da Boomrat pelo gigante da indústria da música. Lee expõe ainda mais: "Eu acho que a Live Nation percebeu que se realmente quer fazer a diferença na comunidade de dance music eles precisam ter algo que é construído a partir das bases e, na verdade, construída pelos fãs".

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Silberstein e Lee não eram os únicos com essa noção. A dupla recebeu conselhos do CEO da Insomniac, Pasquale Rotella. "Nós conversamos muito com ele", diz Silberstein. "Ele está cena há muito tempo e sua maior preocupação foi não deixar a dance music tornar-se excessivamente corporativa e manter a arte e a integridade da coisa. Acho que ele viu o mesmo em nós desde o início".

Live Nation e a rival SFX estão em uma disputa acirrada nos últimos dois anos. Rolou um boato que a SFX comprou o Beatport por 50 milhões de dólares em 2013. Tratava-se apenas de uma questão de tempo para que a Live Nation desse o troco. Com o Boomrat, eles são capazes de ampliar a plataforma e fortalecer o feedback com o Insomniac, o HARD e tantas as outras propriedades eletrônicas que poderão ter no futuro.

Interface do Boomrat

Desde o lançamento do Boomrat, não faltam comparações com outros aplicativos de música, mas Silberstein não está tão preocupado. "Nós costumávamos usar o HypeMachine todo o tempo para descobrir músicas, mas tornou-se cada vez menos focada em dance music. Pandora e Spotify são ótimos aplicativos de rádio, mas falta o elemento humano. Nada pode substituir isso. O objetivo era escolher a dedo os melhores elementos e em seguida, adaptá-los à cultura dance. Acho que fizemos isso".

Mesmo em sua fase inicial, a adesão só cresce. Vemos gráficos de tendências aumentando todo o tempo na blogosfera. Sem falar nas listas, sempre cheias de novas descobertas e os recursos exclusivos como o Curses e o Booka Shad. Eu mesmo nunca tinha visto tantas opções em uma só plataforma.

Apesar de todo o dinheiro por trás, o foco da descoberta do Boomrat parece ser acentuadamente underground. Como Silberstein explica: "Começamos a ouvir artistas pop. Lembro-me de ouvir David Guetta, e depois, lentamente, você começa a descobrir as camadas de dance music e indo cada vez mais a fundo. Parece que muito de nossos colegas estão passando pelo mesmo processo de descoberta e o objetivo da plataforma é a curadoria desse tipo de música e achamos que será útil para isso".

Se liga: Boomrat.com

Jemayel AINDA ama David Guetta (Não, não mais) - @JemayelK

Tradução: Jules Sposito