


Sim, tenho uma fantasma em minha casa. Chama-se Casper e é muito amável. Casper, o fantasminha brincalhão?
Sim! Mas é mesmo verdade. Um dia tirei uma foto à minha companheira de apartamento e via-se uma figura tipo fantasma na foto, mas mesmo muito, muito real. E lá em casa estão sempre a acontecer coisas que não conseguimos explicar, por isso dizemos que foi o Casper. É assustador. Tens medo do Casper à noite?
Às vezes, sim. Quando ele faz barulhos estranhos e estou sozinho em casa. Tens de conviver mais com adultos. Vitor, 21 (estudante) Aposto que nunca tinhas pensado nisto.
Acho que não há vida depois da morte. Morres e voltas a fazer parte do mundo. Como assim?
Nada, simplesmente acaba. Não acredito que, eu como Vitor, venha a ter outro tipo de existência material.
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Rita: Isso é um assunto um bocado controverso. Não tenho lá grandes convicções. Não sei como responder… A vida é para se viver. E depois?
Depois logo se vê. Isso é o que eu vos estou a perguntar.
Sónia: Concordo com a Rita. A vida é para se viver, mas por outro lado parece um pouco estranho que tudo termine assim. Não sei se existe vida depois da morte, mas também não acredito naquelas tretas de reencarnação. Filipe, 31 (programador) Que me dizes, Filipe?
Acho que sim, algum tipo de reencarnação. Curtias reencarnar como quem?
Como uma pessoa, mas melhor. Melhor?
Sim. Gosto de aprender e se tivesse uma nova oportunidade não cometeria os mesmos erros. Isso não é batota? Carlos, 56 (vendedor de ouro) Fala comigo, Carlos.
Acredito que a vida é um começo que nunca mais acaba. Agora como é, isso não sei. Não sei como é que a vida se prolonga para lá da morte. Isso foi mesmo lindo. És uma pessoa religiosa, Carlos?
Sim. E achas que Jesus se levantou mesmo dos mortos?
Não. Tudo o que se disse de Jesus se vir [sic], refere-se ao tempo em que ele virá. Na realidade, são coisas que ainda não aconteceram. Ok, estragaste tudo agora. Holly, 22 (estudante) Há vida depois da morte?
Sim, claro que há. Estás mesmo decidida. Explica-te.
Tive uma experiência que me convenceu disso. Aqui há dois anos estava muito doente no hospital e a única pessoa conhecida que já estava morta nesse momento era o meu avó. Lembro-me que numa das noites que passei no hospital tive um sonho em que ele também estava. Estava a fugir dele porque ele queria que eu fosse com ele. Depois acordei e fiquei melhor. Não era a minha hora. Uau, estou convencida.
Isso convenceu-me para sempre porque foi mesmo real. Há coisas que não podes explicar, só podes sentir.