A rápida ascensão do Vintage Culture

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A rápida ascensão do Vintage Culture

Depois de tocar nas edições nacionais do Tomorrowland e do EDC, o jovem produtor sul-mato-grossense que acabou de lançar seu primeiro EP, o 'Hollywood', se prepara pra sua primeira turnê nos Estados Unidos.

Aos 22 anos, Lukas Ruiz é o cara por trás do mais recente projeto em ascensão da música eletrônica nacional. Faz pouco mais de três anos desde que o DJ e produtor sul-mato-grossense lançou as primeiras faixas do Vintage Culture. Àquele tempo, os primeiros expoentes da nova EDM estavam emergindo, e foi nessa onda que ele explodiu entre as revelações do estilo no Brasil. Ao lado de outros nomes, teve uma aceitação imediata do público, que se fez crescente desde então. Antes que pudesse planejar qualquer coisa, o sucesso instantâneo já o levava a se apresentar nos principais clubes e festivais do país, como os gigantes com edições por aqui Tomorrowland e EDC. Em 2015, as pistas brasileiras ficaram pequenas para Ruiz, que assumiu um calendário intenso pelos quatro cantos do mundo, com passagem por lugares como Egito, França, Rússia, Canadá, Turquia e África do Sul.

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"Eyes", "Sometimes", "That's Why" e "Everyday" são algumas das músicas responsáveis pelo feito. Daí que, enquanto outros procuram se adequar ao que está rolando lá fora, o Vintage Culture desgarra-se das tendências. Seu novo EP, Hollywood (Ganzá/Skol Music) — que saiu no dia 23 de junho — traz duas faixas que surgem como reflexo do encontro do artista com a descoberta de sua própria assinatura musical. A primeira, que dá nome ao EP, é uma produção original que combina elementos da deep house e da nu disco. A segunda, "Do You Remember", é um remix para o som da dupla Joy Corporation. Ponto alto de suas apresentações ao vivo há algum tempo, a versão agora está disponível pra galera ouvir a hora que quiser.

Segundo o Lukas, Hollywood representa uma etapa inaugural de sua carreira. "Uma etapa em que chegamos a novos patamares", diz. "Isso implica desde o investimento em videoclipes de qualidade realmente profissional até assinar com grandes gravadoras nacionais e estrangeiras e a internacionalização da minha carreira em si, que é um grande objetivo de qualquer artista". Ao mesmo tempo em que provoca a dança em qualquer um que tenha alma com seu groove pungente, as composições do Vintage Culture são pontuadas por um rico investimento em linhas melódicas que aludem a nomes como Depeche Mode e Pet Shop Boys.

"Eu gosto de músicas melódicas e sempre gostei de tecnologia", discorre ele a esse respeito. "Na prática, isso significa que eu me apaixonei pelos sintetizadores, que até hoje são o que existe de mais moderno na construção das melodias. Acho que foi isso que me atraiu nessas bandas de synth-pop dos anos 1980. Inclusive, recentemente realizei um grande sonho que foi a compra de um Moog, um dos sintetizadores mais prestigiados que existem".

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A parceria com a plataforma Skol Music, via subselo Ganzá veio para impulsioná-lo nesse horizonte que se descortina. Tudo rolou porque o Lukas e seu empresário viram uma oportunidade de contar com um apoio profissional estratégico sem perder o que classifica como "um contexto de independência". "Em outras palavras, nossa relação [com o selo] é orientada para ser sempre positiva, sem qualquer amarra que possa prejudicá-la", argumenta ele. "Um selo, assim como qualquer plataforma — e hoje estamos falando de um campo tão abrangente quanto Spotify até free downloads via SoundCloud —, se operada com uma boa estratégia, é sim importante para promover a carreira e o trabalho de um artista".

Por incrível que pareça, o segundo semestre tem tudo para ser bem mais agitado do que o ano foi até agora para o Vintage Culture. Novas faixas estão previstas para saírem por selos gringos e ele vai fazer a sua primeira turnê nos Estados Unidos, além de retornar à África do Sul, onde cultiva uma massa de fãs. Fora isso, seus planos são de "Curtir a vida de bastidores como dono do clube Air Rooftop, em São Paulo". Inaugurado em julho no topo do shopping Light, trata-se de um clube pop-up que vai funcionar até dezembro. "Sempre me interessei pelo mundo dos eventos como um todo", conta. "Já produzi algumas festas na cidade onde morava, inclusive uma especialmente importante que foi 100% beneficente". Como empreendedor do outro lado do balcão, Lukas Ruiz lida com as coisas de um jeito diferente: "Não olho para o resultado financeiro, mas para oferecer a melhor experiência que eu conseguir ou para devolver um pouco do que ganhei. Ou seja, os projetos em que me envolvo precisam ter algum diferencial".

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