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​A Coreia do Norte abriu uma escolinha para produzir o próximo Messi

Entediado dos mísseis intercontinentais, o ditador agora se volta para a propaganda via futebol.
17.11.16

Crédito: PA Images

Para sair um pouco da programação de mísseis e abusos contra os direitos humanos, o ditador norte-coreano Kim Jong-un resolveu tornar o futebol uma prioridade nacional. Agora, segundo o jornal espanhol Marca, o líder quer fabricar a próxima grande estrela do futebol mundial para usá-lo como peça de propaganda estatal. "Treinamos nossos jovens para que joguem como os melhores, incluindo Lionel Messi", afirmou Ri Yu-Il, diretor treinador da recém-aberta Escola Internacional de Futebol de Pyongyang, à publicação. A missão da escola é ambiciosa a longo prazo, mas, no presente, os objetivos almejados são pouco mais humildes. "Buscamos dominar a Ásia em um futuro próximo," continua Ri Yu-Il. "Acreditamos que um dia poderemos dominar o mundo todo." A Coreia do Norte ocupa hoje a 126ª posição do ranking da FIFA, 82 lugares abaixo da arquirrival Coreia do Sul. A última competição grande em que estiveram presentes foi na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Perderam todos os três jogos dos quais participaram e tomaram uma lavada de sete a zero de Portugal. Na época, soube-se que as partidas só foram mostradas ao público depois de editadas. Mas esta não foi a parte mais bizarra. Após o torneio, os jogadores foram sujeitos a interrogatórios públicos, e o treinador foi expulso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, sob a acusação de traição, e foi forçado a virar um construtor. Nesse contexto, é possível imaginar por quantas dificuldades a Coreia do Norte vai passar para produzir o próximo craque mundial. Fica aqui a reflexão: com quantos construtores e traidores se faz um Messi?