A Mossless in America é uma coluna que apresenta entrevistas com fotógrafos documentais. A série é produzida em parceria com a revista Mossless, uma publicação fotográfica experimental comandada por Romke Hoogwaerts e Grace Leigh. Romke começou a Mossless em 2009 como um blog em que ele entrevistava um fotógrafo diferente a cada dois dias. Desde 2012, a revista já teve duas edições impressas, cada uma lidando com um tipo diferente de fotografia. A Mossless foi destaque na exposição Millemmium Magazine, de 2012, no Museu de Arte Moderna de Nova York, e conta com o apoio da Printed Matter, Inc. A terceira edição, um volume dedicado à foto documental norte-americana dos últimos dez anos, é intitulada The United States (2003 – 2013) e foi lançada recentemente.
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Kathya Landeros é uma jovem artista norte-americana que fotografa sua família e as populações latinas pelo país. Sua série Verdant Land faz alusão à longa história de trabalho agrícola que tem levado os mexicanos aos EUA em busca de uma vida melhor.Mossless: Onde você cresceu?
Kathya Landeros: Cresci em Sacramento Valley, no Norte da Califórnia, cercada por fazendas. Houve um período em que passei muito tempo com minha avó e bisavó maternas na região central do México. Meus pais mandaram minha irmã mais velha e eu para uma escola paroquial que ficava numa colina íngreme no planalto central do México.Sua família aparece nas suas fotos?
Há um retrato da minha avó na série Verdant Land. Ela trabalhou em fazendas quando era jovem e veio pela primeira vez aos EUA. Também estou fotografando minha família na Califórnia para um corpo de trabalho separado.Você menciona na sua declaração artística que muitas das localidades que você fotografou seriam cidades fantasmas se não fosse pela população latina nelas. Como são essas cidades?
A parte da Califórnia onde cresci possui algumas das terras mais férteis do país, o que torna as pessoas ali (a maioria latinos) muito produtivas. A terra é muito plana, e ainda assim sempre há evidências de montes e montanhas não muito distantes. O sol também parece produzir calor e luz mais intensamente ali: uma luz californiana muito bonita. Especialmente no verão, quando o sol está bem alto e a luz permanece até bem tarde. As cidades geralmente são estabelecidas de uma maneira retilínea similar: a rua principal com casas em volta. As casas são envolvidas por extensas fazendas, que é a característica mais marcante que pode ser vista da rodovia. Quando penso nessas cidades, as pinturas de Richard Diebenkorn e de alguns outros pintores do Movimento Figurativo da Bay Area me veem à mente. Embora as obras deles não sejam especificamente sobre as cidades que estou fotografando, a interpretação deles da luz e da geometria descreve bem o oeste que conheço. Uma visão calma de uma terra que também oferece uma camada interessante do mito dos cowboys do Oeste Americano.
Kathya Landeros: Cresci em Sacramento Valley, no Norte da Califórnia, cercada por fazendas. Houve um período em que passei muito tempo com minha avó e bisavó maternas na região central do México. Meus pais mandaram minha irmã mais velha e eu para uma escola paroquial que ficava numa colina íngreme no planalto central do México.Sua família aparece nas suas fotos?
Há um retrato da minha avó na série Verdant Land. Ela trabalhou em fazendas quando era jovem e veio pela primeira vez aos EUA. Também estou fotografando minha família na Califórnia para um corpo de trabalho separado.Você menciona na sua declaração artística que muitas das localidades que você fotografou seriam cidades fantasmas se não fosse pela população latina nelas. Como são essas cidades?
A parte da Califórnia onde cresci possui algumas das terras mais férteis do país, o que torna as pessoas ali (a maioria latinos) muito produtivas. A terra é muito plana, e ainda assim sempre há evidências de montes e montanhas não muito distantes. O sol também parece produzir calor e luz mais intensamente ali: uma luz californiana muito bonita. Especialmente no verão, quando o sol está bem alto e a luz permanece até bem tarde. As cidades geralmente são estabelecidas de uma maneira retilínea similar: a rua principal com casas em volta. As casas são envolvidas por extensas fazendas, que é a característica mais marcante que pode ser vista da rodovia. Quando penso nessas cidades, as pinturas de Richard Diebenkorn e de alguns outros pintores do Movimento Figurativo da Bay Area me veem à mente. Embora as obras deles não sejam especificamente sobre as cidades que estou fotografando, a interpretação deles da luz e da geometria descreve bem o oeste que conheço. Uma visão calma de uma terra que também oferece uma camada interessante do mito dos cowboys do Oeste Americano.
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Há muitas cidades fantasmas nos EUA?
Eu diria que sim. Na Califórnia, parece que essas cidades agrícolas são pequenas e vazias. Para alguns, elas podem parecer insignificantes, porque não são densamente povoadas. E ainda assim elas são responsáveis por produzir boa parte da sua comida.Há outros tipos de cidades fantasmas. Estou pensando em lugares com uma grande porção de história. Imagino que os traços desse passado podem ser vistos como fantasmas também.O que você gostaria que todo norte-americano soubesse?
Que bondade não é fraqueza.Kathya Landeros é uma fotógrafa que vive entre New London, Connecticut e Sacramento, Califórnia. Ela estudou Inglês e Espanhol na Vassar e depois se formou em fotografia na Massachusetts College of Art and Design. No ano passado, ela foi selecionada para uma residência artística cobiçada no Centro de Fotografia de Woodstock, Nova York.Siga a revista Mossless no Twitter.Tradução: Marina Schnoor
Eu diria que sim. Na Califórnia, parece que essas cidades agrícolas são pequenas e vazias. Para alguns, elas podem parecer insignificantes, porque não são densamente povoadas. E ainda assim elas são responsáveis por produzir boa parte da sua comida.Há outros tipos de cidades fantasmas. Estou pensando em lugares com uma grande porção de história. Imagino que os traços desse passado podem ser vistos como fantasmas também.O que você gostaria que todo norte-americano soubesse?
Que bondade não é fraqueza.Kathya Landeros é uma fotógrafa que vive entre New London, Connecticut e Sacramento, Califórnia. Ela estudou Inglês e Espanhol na Vassar e depois se formou em fotografia na Massachusetts College of Art and Design. No ano passado, ela foi selecionada para uma residência artística cobiçada no Centro de Fotografia de Woodstock, Nova York.Siga a revista Mossless no Twitter.Tradução: Marina Schnoor