






Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Os confrontos mantêm-se e os cidadãos saem à rua para proteger os seus bairros. Vigilantes civis. Outra variável a ter em conta neste já de si complexo confronto.Com o decorrer dos acontecimentos percebo que ficar no Egípto não era suficientemente seguro para mim. Peço auxílio à embaixada para que me ajude no regresso a casa, achei que seria o normal procedimento a adoptar. Pois bem, enganei-me. A embaixada estava fechada para fim-de-semana.Depois de ter revelado a minha desilusão com os serviços diplomáticos portugueses a alguns jornais portugueses (que preferiram não publicar), leio que o Secretário de Estado das Comunidades afirmava que não se encontravam turistas no Cairo e ninguém tinha solicitado ajuda para sair, apesar de ter conhecimento do oposto.Em poucos dias resolvi a minha situação, embarcava para Portugal quando julgava que a minha estada ia durar. Senti-me arrancado de uma realidade que tomava como minha. A preocupação com o país é algo que se mantem, o regime militar hoje, assemelha-se à ditadura que vigorava antes de 2011. A luta pela liberdade continua a ser travada. A censura impera, mas a ilusão da democracia teima em manter-se. Se há coisa que a Primavera Árabe nos mostrou foi que, num instante, tudo muda.