Cinquenta e cinco anos atrás, na Sexta-Feira Santa de 1962, o pesquisador norte-americano Walter Pahnke cometia o que para muitos soa como um sacrilégio, mas que não poderia estar mais distante disto. Sob orientação do guru da psicodelia Timothy Leary, o também pastor Pahnke deu psilocibina a um grupo de estudantes dentro da capela Marsh, na Universidade de Boston. O objetivo era avaliar se a substância facilitaria uma experiência mística.
Psilocibina, para quem não sabe, é o componente químico que faz dos cogumelos algo mágico. Nascia, então, a Escala da Experiência Mística.
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Quem conta a história é Eduardo Ekman Schenberg, neurocientista ligado ao Instituto Plantando Consciência que encabeçou a tradução e validação da Escala para o Brasil desde o começo desse ano. Pode parecer conversa de doidão, mas a Escala de Experiência Mística é uma ferramenta importante para pesquisadores interessados em investigar interação entre as tais experiências e terapias e tratamentos para patologias diversas. “Validar esse instrumento permite que estudos feitos no Brasil possam ser comparáveis aos do exterior”, diz Eduardo. “É como fazer a fundação da casa.”
Leia o resto da reportagem em Motherboard.
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