Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma i-D.
Todos sabemos que uma imagem vale mais que mil palavras, mas o mais interessante é que, juntando um texto com uma imagem, podemos mudar radicalmente a nossa percepção da mesma. Normalmente, as campanhas publicitárias são criadas a partir de ambos os elementos, mas quando eliminamos o texto e ficamos só com a imagem, como é possível que convivamos sem problema com todos estes estereótipos?
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Depois da exposição Unbranded: Reflections in Black by Corporate America 1968 – 2008, onde mostrava 82 anúncios publicitários em revistas, dirigidos a um público afro-americano nos Estados Unidos – e onde eles apareciam sem textos nem logotipos – o artista Hank Willis Thomas inaugurou este ano uma nova mostra “Unbranded: A Century of White Women, 1915-2015”. Desta vez, Thomas retrata 100 anos de estereótipos gerais da sociedade perpetuados através da publicidade.
E o que é que sobra da publicidade quando se elimina o texto? Um exemplo: uma mulher em lingerie é agarrada em cinco direcções diferentes por homens com camisolas de gola alta. Na televisão os anúncios deixam-nos presos aos produtos e vendem sonhos, mas, uma vez suprimidos dos textos que acompanham as imagens, a mensagem é clara: as mulheres são objectos puros, são inocentes e privilegiadas e, por sua vez, estão completamente marginalizadas e limitadas nas suas vidas e no seu trabalho (claro, quando as deixam sair de casa).
Será que estamos a exagerar? Dá uma olhadela nas imagens que se seguem.

Can’t claim all the credit, 1927/2015

Come out of the Bone Age, darling…, 1955/2015

The common enemy, 1941/2015

Chained to Perfection, 1965

Will not go dull and lifeless, 1953/2015

Only women can know how it feels, 1988/2015
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