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Álbum de Rappers #1: Terra Preta e Nego Blue ao Ar Livre, Síntese e ZRM no Porão

Um rolê fotográfico pelo rap de São Paulo na nova coluna do Noisey.

_Nesta sexta (6), o Noisey orgulhosamente estreia a coluna Álbum de Rappers.Tem mais ou menos um ano que o olhar da Anna Mascarenhas foca o rap em São Paulo, sempre com um jeito meio risadinha e moleque de se infiltrar nesse rolê coalhado de uma galera talentosa, desconfiada e de bom coração. A ideia do Álbum de Rappers é quinzenalmente registrar o que a Anna testemunhou desse fotogênico cenário urbano que é o rap, o circuito cultural mais complexo da música brasileira de hoje. Nesta _primeira edição, a ruiva colou na gravação do clipe de "Rolezin de Nave", do Terra Preta com MC Nego Blue, no turístico Beco do Batman, e também foi conferir os shows do Síntese e Zero Real Marginal no Hole, no dia 21 de fevereiro.__

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Chayco e Don L tirando a foto padrão de todo turista em frente aos muros do Beco do Batman, na gravação do clipe "Rolezin de Nave".

O Beco foi a última locação do clipe do Terra Preta e do MC Nego Blue – a única que eu consegui acompanhar, infelizmente.

A ideia era unir a galera do funk e do rap num rolê. Entre os convidados estava MC Garden, que manda um som de protesto quando não está dando uma bela ajeitada como a da foto.

Só pra deixar registrado o quanto bundas são legais – e bonitas, sempre. Bundas, amo vocês.

A real é que o MC Nego Blue é uma pessoa daora demais, que sabe mesmo animar “um rolêzinho de nave pela cidade”.

Enquanto isso, o Don tava bem suave no estilo Tony Montana.

E, aproveitando a pausa na filmagem, os dançarinos de outro clipe que estava sendo gravado no mesmo beco pediram pra tirar foto com o Nego Blue.

Fotinho dessa árvore fofa que fica no Beco do Batman pra descontrair o post.

Essa é a DJ Typá, que solta os beats nos shows do Don e é gata pra caralho.

Até o Flow chegou pra fazer uma participação no clipe. Já da pra imaginar que ficou, no mínimo, muito treta.

E aqui o registro dos shows do Hole:

Sabe quando você tem certeza que pode contar com alguém pra tornar qualquer rolê um episódio digno de seriado de televisão? Então, essa gata aí cumpre a função, só chamar.

Quando começou o show do Síntese, a galera delirando nem imaginava a pedrada na mente que estava por vir.

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Foi meu primeiro show dele e me senti comovida de verdade com a energia que o Neto colocava pra fora a cada música.

Na real, não só a energia, né. Cada verso que sai da boca dele é uma pregação de ideia certa que você deveria ouvir pelo menos uma vez ao dia, confia.

Como o Neto disse aqui, ao Paulo Marcondes, o Inglês costuma colar com ele nos shows – e dessa vez não foi diferente.

“Minha lucidez não tem assento nesse bonde”. É isso, satisfação total.

Então foi a vez do Zero Real Marginal, essa dupla da Zona Norte que não economiza no fósforo e taca fogo na porra toda sem dó. Gosto pouco.

O palco foi tomado por pessoas insanas dançando (que mal me deixavam conquistar um espaço pra fotografar) e a pista se transformou num gigantesco bate cabeça. A tradução de um rolê desses no dicionário é “Verão Pilacão”.

Flip, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa.

Aquele olhar de satisfação depois de ver a galera gritando com vontade cada verso da sua música. Foda.