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Ouça “Porradão de 2”, Primeiro Single do SANT

O single é o primeiro lançamento do selo #VVAR do MC Marechal.

Liga só, não é todo dia que você leva uma estreia dupla na face: aqui neste post da internet a gente estreia a carreira fonográfica do SANT, novo MC carioca – de Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro – e também o selo do Marechal (que, você sabe, era do Quinto Andar e tal), #VVAR, ou Vamos Voltar À Realidade. O Porradão de 2 – sente a referência – tem, claro, dois sons: “É o Rap” e “Entre Nós”, essa última com a participação do soulman Carlos Dafé.

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Sant’Clair Araújo Alves de Souza, ou SANT, já está há três anos no rolê, e entrou no game inspirado diretamente pelo próprio Marechal, depois de ouvir um áudio com o MC mandando um dos seus clássicos improvisos por dez minutos.

Mal sabia Sant que após um show no P,10 Convida, o mesmo cara que o surpreendeu seria o seu padrinho e mentor. O MC Marechal assina a produção do single, que conta também com a mão de Raul Guimarães e Luiz Café.

Fica esperto, porque o selo #VVAR quer ainda lançar um Porradão de 5 e um Porradão de 10. O Sant já cantou a bola e o negócio é sério: “Damos o máximo do máximo do máximo, para fazer mais clássicos e clássicos e clássicos.”

Ouça o Porradão de 2 abaixo e baixe aqui os sons.

Noisey: Como o rap entrou na sua vida? Quanto tempo você está nessa correria?
SANT: Estou na correria do rap há uns 2, 3 anos. Fora o Racionais MCs e o Marcelo D2, meu primeiro contato com o rap foi quando o Baguete (Gabriel Cidad, meu irmão) me mostrou no ônibus, voltando da escola, um áudio que ele baixou de um tal de Marechal fazendo um improviso de 10 minutos. O Baguete ficava me falando: "Irmão, ele tá fazendo todas essas rimas na hora!" E eu ficava: "Para de K.O."

Como você conheceu o MC Marechal e como vocês começaram essa parceria?
Quem fez essa ponte foi o Mr Break. Eu o conheci no show P,10 Convida, em Caxias. Nesse dia teve show meu, do MC Marechal e do Break. Lembro que o Marechal até filmou meu show. Aí bem no final do evento ele veio falar comigo, "Ó, o Break falou de tu pra mim. O que precisar, fala. Tá ligado, né?" Lógico que eu não estava ligado, não sabia nem o que falar para o cara. Depois disso, trocamos uns e-mails, depois foi pelo Skype, umas reuniões presenciais, passei um tempo na casa dele e depois fiquei uns meses morando próximo à ele junto com o irmão Revolução. O resto tá sendo escrito.

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A música “Entre Nós” que vamos estrear por aqui tem a participação do Carlos Dafé. Como foi poder trabalhar com ele? Quem teve a ideia de chamá-lo?
É muito difícil conseguir descrever o sentimento. O Dafé é um daqueles caras que você precisa encontrar um dia só pra falar "Muito obrigado por tudo". Todo o trâmite foi feito pelo Marechal, foi ele, inclusive, quem teve a ideia da melodia pro refrão e depois quis chamar o Dafé para participar.

E a cena de hip-hop da Zona Norte? Como ela é?
Acho que a palavra é "resistente". Entre falta de recursos, vagabundo achando que essa porra é Disneylândia e meia dúzia de gato pingado que ainda carrega o fundamento, resistimos e resistiremos.

Como foi o processo de gravação? Você participou de tudo?
Imagina a cena: Dezoito anos recém completados e eu entro em um estúdio pra gravar meu som ao lado do Luiz Café, MC Marechal e Raul Guimarães. A sensação é de: "É agora, mané".

As letras eu componho, mas nem sempre são 100% minhas: depois que passa pelo crivo #VVAR bolado, às vezes rola de surgir uma ideia e vamos construindo juntos. Os meus sons possuem linhas do Revolução, Marechal, Kayuá. E vice-versa. Já nas batidas não faço nada, tenho muita vontade de aprender a produzir, mas sinto que ainda não é o momento. A maioria das batidas sobre as quais rimo foram compostas/ produzidas pelo Mr. Break e pelo Marechal.

Então, pra ser sincero, eu sempre sei o que tá rolando, mas os de frente que tão na guerra mesmo nesses processos de engenharia, são o Marechal, o Raul e o Café.