Três anos depois, MP formaliza indenização aos atingidos pelas barragens em Minas

Nas vésperas da data que marca os três anos do rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana, em Minas Gerais, o Ministério Público mineiro (MP-MG), formalizou na última terça-feira (2), um acordo entre as empresas Samarco, Vale e BHP de indenização as vítimas do desastre.

O termo propõe que os atingidos façam o cadastro junto a Fundação Renova (organizada pelos moradores), com as propostas de indenização. As negociações ocorrerão no prazo de um ano. Os moradores serão assistidos por advogados contratados e caso os prazos sejam descumpridos, haverá multas em prol das vítimas. A fundação estima que 900 famílias serão indenizadas.

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O acordo contempla a reparação integral de todos os prejuízos sofridos, incluindo danos morais e materiais. A vítima que discordar com a proposta oferecida pelas empresas poderá recorrer e indicar um novo valor que qualifique como justo o dano sofrido.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem causou a morte de 19 pessoas. A lama composta por metais pesados se espalhou pelos distritos próximos, poluiu o Rio Doce e chegou até o oceano Atlântico.

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