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Um Indiano de 16 Anos Criou um Aparelho que Transforma Respiração em Palavras

Um adolescente indiano de 16 anos desenvolveu um aparelho que transforma respiração em palavras. Arsh Shah Dilbagi, um estudante de ensino médio, criou o TALK, um aparelho portátil e acessível destinado à pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica e síndrome do encarceramento – ou a qualquer paciente paralisado ou com algum distúrbio de fala. O protótipo de Dilbagi foi construído a partir de uma placa Arduino de 25 dólares. Seu custo total foi de US$80, um valor cem vezes menor do que o do dispositivo de Comunicação Aumentativa e Alternativa utilizado por Stephen Hawking.

O TALK transforma a respiração de seu usuário em sinais elétricos por meio de um microfone MEMS, uma tecnologia de escuta muito avançada que possui um diafragma acoplado à um microchip de silício. O usuário deve possuir a capacidade de exalar em duas velocidades e intensidades distintas, de forma que sua respiração seja utilizada para soletrar palavras em código morse.

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Um microprocessador transcreve esse fluxo de ar em pontos e linhas, convertendo-os em palavras. As palavras são então enviadas para um segundo microprocessador, que as transforma em voz. O código morse pode ser traduzido para o inglês ou programado para transmitir ordens e frase específicas. O aparelho possui nove vozes, de diferentes idades e gêneros.

Em um vídeo, Dilbagi (que prefere ser chamado de “Robo”) explica a sua criação e aponta que 1.4% da população possui algum tipo de distúrbio de fala, e que a dificuldade de comunicação diminui a expectativa de vida dessas pessoas. Com seu aparelho extremamente acessível, ele tem a chance de dar voz à essa população e melhorar a vida de milhões de pessoas.

“Após testar o protótipo final em mim, em meus amigos e em meus parentes, consegui marcar uma reunião com o chefe do Departamente de Neurologia do Hospital Sir Ganga Ram, em Nova Déli, onde pude testar o TALK (sob a supervisão de um médico e em um ambiente controlado) em um paciente que sofria de Herpes Neonatal e Mal de Parkinson”, escreveu Robo em seu relatório de projeto. “O paciente conseguiu exalar de forma correta, e o aparelho funcionou perfeitamente.”

Dilbagi foi o único finalista asiático da Feira de Ciências Global do Google, uma competição voltada para cientistas-mirim de 13 a 18 anos. O processo de votação ocorreu ontem, pela internet. Outros projetos apresentados pelas crianças prodígio incluem moscas-robôs, uma nova forma de localizar quasares e um filtro ultra-sônico que reduz a emissão de gases poluentes por motores de carros.

Tradução: Ananda Pieratti

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