Manuela Costa Lima, 28 anos, paulistana e recém-casada com Alfredo, tomou gosto pela fotografia nas oficinas de laboratório fotográfico da FAU, onde cursa arquitetura. Nos horários de almoço, a moça aprendia sobre lances fofos como química e revelação.
Manu usa uma compacta analógica para registrar cenas que “jamais saberia construir”. A arquitetura também aparece, de modo inconsciente, diz, no recortes, formas e linhas.
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Tímida, ela prefere fotografar as pessoas de costas. “É menos invasivo. Mesmo nos objetos ou nas cenas, sinto que tenho certo olhar que fragmenta, acho que também tem a ver com o jeito de ver as coisas, entender… Talvez seja mais fácil entender a parte pelo todo”. OK, acadêmica. Sobre o vazio nas fotos, disse: “É o negativo, o vazio que dá significado pra aquele pedacinho de cheio”. OK!
Manuela agora anda fotografando a casa nova e a vida com o marido, Alfredo, seu muso recorrente. Sobre influências, cita caras como Stephen Shore e William Eggleston por causa das “cores, do flash… Mesmo quando eu não quero, sinto eles como referência”, além do pessoal do flickr: Bobby Doherty, Charlie Engman, Clara Canepa, Silvino Mendonça e Adelaide Ivánova. “É a linguagem contemporânea da fotografia”.