O que rolou na primeira game jam brasileira dentro de um trem
Fotos: Isabella Lanave/VICE Brasil.
Games

O que rolou na primeira game jam brasileira dentro de um trem

Assim como a famosa Train Jam, a primeira etapa do SBGames Game Jam de 2017 misturou desenvolvimento com paisagens incríveis.

Todo ano eu fico babando com as fotos compartilhadas no Twitter da Train Jam, uma game jam que rola logo antes da Game Developers Conference, a GDC, e que rolou no último fim de semana (15). Como o nome diz, a Train Jam acontece por quase três dias dentro de um trem, que sai de Chicago e chega em São Francisco no logo quando começa a GDC, passando por paisagens maravilhosas no caminho — tudo isso enquanto a galera bate uns códigos e faz uns joguinhos.

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Quando fiquei sabendo que o Bruno Campagnolo e a Pamela de Assis, junto com outro organizadores do Simpósio Brasileiro de Games, o SBGames 2017, queriam fazer uma game jam dentro do tradicional trem que vai de Curitiba à região de Morretes, no interior do Paraná, chamei a fotógrafa Isabella Lanave e pulei pra dentro do vagão. Apesar da diferença enorme entre o escopo da Train Jam e dessa primeira etapa da SBGames Game Jam, que duraria só algumas horas, eu não podia perder a oportunidade.

"O trem é uma coisa muito interessante porque vai ser uma experiência completamente diferente”, me disse Pamela em uma das cabines do vagão enquanto o trem saia da estação sob o som dos apitos da locomotiva. O trajeto faz parte de uma rota histórica turística do norte do estado, saindo da capital, passando por uma linda região montanhosa e terminando em um restaurante de barreado, um prato típico servido nas cidades da região.

"É algo que tá aqui do ladinho de Curitiba e pouca gente teve essa experiência. Ela abre um leque de opções muito grande, porque é um momento de isolamento, afinal a gente tá sem internet e energia elétrica, nós estamos confinados”, explicou a organizadora. "Eu acredito que ter uma infinidade de informações [da internet] é muito pior do que ter menos informação. É melhor centralizar."

Os participantes da game jam se dividiram em dois grupos, que ficaram em uma cabine cada um. O tema dessa SBGames Game Jam era o combate as drogas e os grupos tinham que usar papel e caneta (o único computador que trouxeram pro rolê estava fechado em uma caixa) para criar o pitch dos seus projetos que seria apresentado para Pamela e outros jurados no fim do dia.

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Durante a viagem de pouco mais de quatro horas, o maior desafio dos grupos, formados por partes iguais de veteranos e novatos de game jams, com certeza era não se distrair muito com a vista incrível do interior do Paraná que entravam sem pedir licença pelas janelas dos dois lados do trem.

Bruno Campagnolo e Pamela de Assis (a esquerda) explicam pros participantes as regras da game jam.

O autor viajou a convite da organização da SBGames 2017.

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