Ligações e trocas de mensagens realizadas por vereadores do Rio de Janeiro no dia em que Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos estão sendo investigadas pela polícia, que conseguiu a quebra de sigilo dos aparelhos na Justiça. Segundo The Intercept, o objetivo é investigar se houve alguma forma de contato nas horas próximas a execução. Oito vereadores foram ouvidos na condição de testemunhas.
O portal reporta, ainda, que milicianos estiveram na Câmara Municipal na semana anterior ao assassinato de Marielle. Um deles, ex-PM indiciado pela CPI das Milícias na qual a vereadora trabalhou, visitou o gabinete do vereador Jair Barbosa Tavares, conhecido como Zico Bacana (PHS), horas antes do assassinato. Uma semana antes, o ex-vereador Cristiano Girão, condenado por liderar uma milícia de Gardênia Azul, bairro da zona oeste do Rio, também esteve na Câmara.
Videos by VICE
Colaborador de testemunha foi assassinado
No domingo (8), o colaborador de uma das testemunhas ouvidas pela polícia, Carlos Alexandre Pereira Maria, foi morto a tiros no bairro de Taquara, segundo O Globo. Alexandre era colaborador do vereador Marcelo Siciliano (PHS), ouvido no inquérito que apura o assassinato de Marielle. Segundo testemunhas ouvidas pelo 18º Batalhão da PM em Jacarepaguá, que apurou o caso, antes de atirar contra a vítima um dos assassinos disse “chega para lá que a gente tem que calar a boca dele.”
Assista ao nosso vídeo sobre o assassinato de Marielle Franco:
More
From VICE
-

(Photo by Christopher Polk/Billboard via Getty Images) -

(Photo by John Nacion/WWD via Getty Images) -

(Photo by Phil McCarten/CBS via Getty Images) -

Screenshot: Marvel
