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Caché (2005)Actualmente, poucos realizadores estarão à altura de Haneke na capacidade de criar possibilidades no terror psicológico. O mesmo significa que ninguém se aproxima da sensibilidade de que Haneke dispõe para trabalhar os receios do seu público, neste caso ciente de que esse já está mais ou menos preparado para tudo, depois de ter caído nas várias ratoeiras do realizador (o rebobinar deFunny Games dói especialmente) e de conhecer as artimanhas com que se faz um thriller. Por onde pode ir então um realizador que pretende encostar de novo à parede um público calejado e desconfiado depois de tantas vezes arrebatado? Não haverá resposta exacta para isso, mas Haneke faz do seu o caminho certo pela paciência com que trata uma história de stalkingque muito facilmente podia cair na banalidade dos tabloides. EmCaché os mais agitados comportamentos dos principais personagens (o casal atormentado por umas misteriosas cassetes de vídeo) nunca impedem que as situações retratadas estejam geralmente sobrecarregadas por uma calma de morte, que só é realmente interrompida quando não há mais nada a fazer. E é estranho sentir que as mais violentas cenas de Cachéquase proporcionam alguma satisfação pela forma como resolvem o impasse e as incertezas, permitindo assim que a narrativa extravase a tensão acumulada. Haneke (mais do que Lars Von Trier) sabe perfeitamente onde nos quer e a culpa, alimentada por toda a necessidade voyeurística de quem vê filmes, fica do nosso lado quando
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