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Moradores de rua dizem ter sido contratados irregularmente pra trabalhar no Lollapalooza

Depois de denúncia do padre Julio Renato Lancellotti, foi feito um pedido para que o Ministério Público do Trabalho investigue a situação dos trabalhadores.
Crédito: Divulgação/IHateFlash

Na segunda (26), depois dos três dias de Lollapalooza Brasil durante o fim de semana, o padre Julio Renato Lancellotti postou um vídeo na sua página do Facebook em que conversava com um morador de rua que contava ter sido contratado para erguer palcos no festival. O trabalhador conta que recebeu de R$40 a R$50 reais pela diária do serviço e que não recebeu equipamento algum para auxiliá-lo na montagem de ferragens "muito pesadas."

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Após a denúncia do padre, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, o The Intercept Brasil conversou com mais alguns moradores de rua pela Zona Leste de São Paulo que confirmaram a versão do trabalhador entrevistado pelo padre. De acordo com Lancellotti, os moradores de rua já foram chamados pelo mesmo "recrutador" a trabalhar em outros eventos, como a Virada Cultural e shows no Allianz Parque. Na terça (28), a Pastoral do Povo da Rua entrou com um pedido no Ministério Público do Trabalho para que a situação seja investigada.

Segundo o The Intercept, a assessoria do Lollapalooza Brasil foi contatada e confrontada com perguntas sobre a contratação dos moradores de rua, mas se limitou a responder que "contratou empresas especializadas para prestação de serviços diversos para o Festival, e sempre prezou pela segurança dos seus funcionários e prestadores de serviços, seja mediante o uso de equipamentos de proteção ou outros”.

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