Qual é o papel do CD no mercado da música hoje?
Foto: Shane Initials/Flickr

Qual é o papel do CD no mercado da música hoje?

Luiz Calanca, Guilherme Barrela, Som Livre e outros viventes do comércio fonográfico falam sobre vida e sobrevida do compact disc na era do streaming.

Este conteúdo é um oferecimento Natura Musical.

Durante o mês de julho, aproveitamos a ocasião da abertura do edital de Natura Musical para discutirmos a atual cena musical do Brasil e como as drásticas mudanças na indústria fonográfica dos últimos anos reverberaram na base da pirâmide sócio-cultural do país.

Entre os anos de 1992 e 2000, o CD teve o seu auge no mercado. A partir de 2004, com as facilidades proporcionadas pela internet de banda larga e o consequente trânsito de arquivos digitais, o mp3 player se popularizou e fez com o CD aquilo que este fizera com o vinil: o tornou obsoleto, ao passo em que o vinil, ora consumido apenas pelos resistentes, voltou à cena com seu apelo comercial revigorado — ainda que para um público de nicho.

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O ouvinte comum, no entanto, não se desapega tão rapidamente assim das coisas. Depois de trocar a sua coleção inteira de vinis por CD nos anos 90, muitos entre os não nativos digitais aderiram aos meios digitais de reprodução musical, mas mantiveram o seu CD player ao alcance, seja no micro system, no computador ou no carro.

Ano passado, a progressiva perda de interesse nesta plataforma, impulsionada pelo deslumbramento com os serviços de streaming, fez o mercado de CDs chegar ao seu pior resultado em vendas na história. Cerca de 70% do mercado evaporou, segundo informou ao Noisey Guilherme Figueiredo, diretor de marketing da Som Livre. Neste mesmo ano, foram vendidos entre 6 e 7 mil boxes de Mozart 225: The New Complete Edition (Decca Records), que reúne 200 discos. E 4.6 milhões compraram o CD da Adele, 25.

Isso mostra como, mesmo perdendo a hegemonia de seus tempos de glória, nenhuma mídia firmada simplesmente some do mapa. Para cada tipo de público e propósito artístico existe uma prática adequada de consumo e marketing musical.

Longe da pretensão de colocar um ponto final no assunto, mas em busca de compreender a ascensão e queda do CD e o papel que tal veículo ocupa na cultura pop hoje, 35 anos após o seu advento, propusemos a reflexão a quem manja do assunto.

Guilherme Figueiredo

Diretor de marketing da Som Livre.

Em que modelo de negócio o CD entra hoje em dia no plano da gravadora, em termos de planejamento de tiragem e distribuição para os diferentes perfis de artistas?
O negócio de mídia física perdeu muito valor esse ano. Aproximadamente 70% do mercado evaporou. Parte dessa queda já era esperada e nos preparamos reduzindo as tiragens e a expectativa da empresa. O nosso foco permanece em livrarias especializadas, lojistas regionais que possuem relação íntima com seus compradores e nosso e-commerce, que consegue entregar produtos em formatos especiais.

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Vale a pena para as gravadoras o investimento nesse tipo de mídia?
Vários fatores, como pirataria e migração pro digital, contribuem para essa queda, mas a desvalorização no ponto de venda é o fator que inibe um consumo qualificado. Não é sedutor pro consumidor entrar em uma loja e ver vários discos jogados sem qualquer segmentação e alguém pra recomendar novos lançamentos. Infelizmente, essa é a forma que o maior lojista encontrou para tratar esse produto nos últimos anos.

Existe um público, como na cultura do vinil, interessado em consumir especialmente CDs?
É cedo para para dizer que esse consumidor tem o mesmo perfil de quem compra vinil. São mídias que viveram em momentos distintos e que possuem peculiaridades. Uma forma de enxergar isso é através do consumo do aparelho, e não da mídia. Em algum momento, o cara que compra um disco de vinil também teve que comprar uma vitrola nova. Por isso surgiu um novo mercado para produtores de vitrola. Quem escuta CD ainda não tem essa mesma motivação ou esse trabalho. Provavelmente, ainda está usando o aparelho do carro ou o player de CD/DVD que tem em casa.

Será o streaming a plataforma de consumo musical definitiva?
O streaming proporcionou uma nova perspectiva de consumo de música e vídeo do ponto de vista de acessibilidade e posse. E ainda vai transformar muito a forma como os artistas e gravadoras encaram seus lançamentos. Existe uma discussão importante sobre o papel de um álbum em um mundo dominado por playlists e singles.

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É bem provável que a forma de transmitir música seja essa por muito tempo. O que deve mudar é como o consumidor paga por isso, se é por assinatura ou através de marcas, e como ele interage com o conteúdo. Nesse aspecto, tem muita novidade pela frente do ponto de vista de customização, ativação por voz e acessibilidade. É provável que a mistura disso com uma evolução da tecnologia e acesso também traga oportunidades para serviços que atendam nichos específicos da população.

Fabiana Batistela

Publicitária fundadora da Inker Agência Cultural, agência de comunicação e projetos focada em música e artes. A empresa surgiu em 2002.

O lançamento de um CD ainda é pauta para as assessorias de imprensa?
O álbum ainda é pauta, mas o lançamento de algo em CD, não. Acho que o CD e o vinil viraram merchandising. São produtos de divulgação do artista, assim como a camiseta. Quem vai comprar é o fã que quer ter aquilo de alguma forma. Pra ouvir o disco mesmo, é plataforma de streaming, é o digital. A imprensa já há algum tempo trabalha com isso também. O que dificulta é quando você tem que mandar um disco com antecedência pro jornalista. Tem que usar algum suporte, ou manda um link privado ou um CD.

A tiragem diminuiu muito, mas o CD vai continuar sendo prensado. Sempre tem que ter um pouco pra vender no show, em lojas, onde talvez funcione como exposição de marcas. Mas não se faz dinheiro vendendo CD em loja. O formato álbum, no entanto, já foi incorporado pelo lançamento digital — no mínimo nove músicas, com conceito e tal, isso é importante ainda, pelo menos pra imprensa.

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Carlos Farinha

Fundador da Bizarre Music, loja e selo fundada há mais de duas décadas na 24 de maio, Centro de São Paulo. A Bizarre apresentou muitos sons esquisitos e alternativos para a cena nacional, como Space Invaders, do player acima, Tetine e Objeto Amarelo.

Quando a Bizarre começou, estava rolando o mesmo fetiche que se tem hoje pelo vinil, no CD, não é?
Sim, o fetiche do vinil já existiu no CD. Eu peguei todas essas mudanças. Quando comecei na loja, em 1992, o CD ainda não era uma coisa muito acessível, custava caro. O próprio CD player era caro. Comecei só com vinil, e, um tempo depois, fiz um carregamento de CDs importados. Quando meu sócio olhou aquele monte de CD chegando, falou: "Você está louco, isso nunca vai pegar." De repente, as pessoas começaram a trocar as suas coleções de vinil por CD.

O que impulsionou a tendência da galera querer trocar suas coleções de vinil por CD?
Uma característica importante do mercado na época é que o vinil, até o final dos anos 80, com o advento do CD, ficava em catálogo por pouco tempo. Você tinha que ficar na fila da loja se quisesse ter um disco. Em menos de seis meses sumia e não tinha reprensagem. Poucos permaneciam em catálogo: Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin. Nem Pink Floyd ficava direto. Só o Dark Side of The Moon. Ter um disco do David Bowie em vinil era impossível. Só o mais recente. O CD fez sucesso porque disponibilizou os catálogos permanentemente.

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O CD abriu a caixa de pandora das discografias, tipo isso?
Exato. Um exemplo: conheci o David Bowie na minha adolescência pelo Let's Dance, e achava que era aquilo. Fiquei chocado quando ouvi o Ziggy Stardust. A gente vivia num lapso de tempo, o que favorecia as diferenças geracionais, pois o filho não ouvia o que o pai ouvia, cada um era influenciado pelos lançamentos mais recentes disponíveis na época em que começou a ouvir música. Com o CD, as pessoas começaram a poder comprar toda a discografia de um artista. Com o CD as pessoas puderam ter as suas discotecas básicas.

Tudo que era mais alternativo, então, chegava com dificuldade aos ouvidos brasileiros antes do CD?
Lembro de ter na loja discos do Kraftwerk e do Stooges que não vendiam. Stooges só começou a vender quando saiu a trilha de Trainspotting nos anos 90. Os caras da loja concorrente, a Zeitgeist, ficavam na minha vitrine [risos]. A gente era a loja da pesquisa. Não dava pra ouvir o disco antes de comprar, então chegava três Melody Maker e três New Musical Express na banca da República, tinha que correr pra pegar. Era uma minha, uma do André Barcinski e uma do Lucio Ribeiro. Mas às vezes você lia uma crítica positiva, e quando chegava… Hoje você ouve tudo antes, só compra um disco se já gosta pra caramba daquele negócio.

O formato Greatest Hits não era uma melhor introdução aos artistas?
Nem best of tinha antes do CD. O Changes, do Bowie, que foi a grande oportunidade de muita gente conhecer e só foi lançado, se não me engano, em 90. Num show do Bowie no Brasil, rolou uma votação, por meio de uma rádio, pras pessoas escolherem as músicas. E aqui só votavam nas faixas do Labirinto e do Let's Dance. Aí ele falou: "Assim não dá!", e fez um show com as músicas de todas as fases.

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Que mudança comportamental mais forte você identifica com o CD perdendo o protagonismo?
Antes do digital a música tinha um componente social muito forte. Existiam as tribos específicas. Punk, headbanger, pagodeiro. Hoje a música não sintetiza uma coesão de grupo. O fato de tudo estar tão disponível em streaming desvalorizou muito a posse daquele saber. Antes, pro cara se dizer gótico, ele, no mínimo, tinha que ser aceito pelos demais góticos, mostrar que conhecia um pouco. Essa coisa social de formar grupos de pessoas em torno de uma estética não existe mais. Todo mundo ouve de tudo. Ouve A Tribe Called Quest e Mudhoney. Antes, o pessoal do grunge, do hip hop e do britpop não se misturavam.

Guilherme Arantes

Cantor, pianista e compositor

A plataforma CD ocupa qual posto na sua promoção musical atualmente?
O CD é um ponto de partida, especialmente no caso do meu público tradicional, aquele que não falta aos meus shows. Mas vejo que isso tem uma tendência forte de ir sendo abolido em função do streaming. O mercado de hoje é muito peculiar, com contra-ondas importantes acontecendo, como é o caso dos LPs, um suporte físico bastante especial e com tendência explosiva de crescer. Mas, respondendo mais diretamente à pergunta, eu diria : Não sei. Pra mim, tradicionalmente, seria o posto número um. Uma vez lançado esse CD, e o mercado já tendo absorvido, ele passa a ser a plataforma menos importante de todas.

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Luiz Calanca (Baratos Afins)

Produtor cultural e fundador da Baratos Afins, a primeira loja de discos da Galeria do Rock, fundada em 1978.

Hoje em dia, que espaço ocupa o CD nas suas prateleiras?
Em geral, hoje tenho um acervo mais diversificado em vinil do que em CD. São 110 mil títulos em vinil e cerca de 35 mil CDs. Em 1992 as coisas eram bem diferentes, foi o boom do CD. Nessa época eu inclusive estava pregando o evangelho contra o CD, e muita gente me chamava de retrógrado. Chegou um momento em que me senti vencido e comecei a investir no CD para trocar por vinil. Aí foi realmente uma guinada muito forte economicamente na minha vida porque eu dava um disquinho de plástico aí de CD e pegava três, quatro álbuns de vinil. E com a venda de um vinil dava pra comprar dois CDs novos. Praticamente diversifiquei a minha prateleira com CD vendendo vinil. Foi naquele período transitório, todo mundo dispensando vinil, que ficou bem barato, acessível pro grande público. Ao mesmo tempo em que tinha muita gente deslumbrada com o surgimento do CD, tinha os retardatários comprando vinil e aproveitando os preços mais acessíveis. Teve gente que se deu bem comprando discos muito bons e bem baratos. Muitos sequer migraram pro CD, ficaram no vinil mesmo. Eu mesmo, fui um deles

Você ficou surpreso quando as vendas de vinil começaram a cair vertiginosamente?
Teve uma queda de venda de vinil quando surgiu o CD, mas anos depois o CD perdeu o glamour, e o vinil começou a reconquistar o seu lugar. Hoje as pessoas estão procurando mais vinil do que CD mesmo. Uma parcela do público que dispensou o equipamento de tocar vinil e reinvestiu em uma coleção de CD, ainda compra CD. Mas a maioria dos colecionadores em geral prefere vinil. Alguns compram até os dois. Compram o CD pra ouvir no carro.

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Você nunca foi um apreciador do CD, mesmo com o apelo estético dos encartes super elaborados das boxes, dos lançamentos especiais em digipack?
O CD não dá pra apreciar, sequer dá pra ler aquelas letrinhas do encarte. E as boxes mesmo, são um estorvo, é incompatível com o formato. Você compra um CD pela praticidade, mas ao mesmo tempo vem numa box de LP. Não cabe no carro, nem na mala, e quem ouve no carro está em movimento, não vai parar pra ficar apreciando o encarte, a embalagem. Como vendedor, comerciante, acho isso um papa níquel. Nessas horas eu me sinto um traficante de drogas musicais e vendo todos os formatos. É um formato que particularmente desaprovo. Tem pessoas que acham lindo, que só compram box. Particularmente acho que o som do vinil é definitivo. Não gosto de muitas masterizações de vinil pra CD.

Juliano Polimeno. Foto: Divulgação/SIM São Paulo

Juliano Polimeno

CEO da Playax, plataforma que oferece recursos e ferramentas para o acompanhamento da circulação musical em diferentes meios. Foi diretor da ONErpm e fundador da Phonobase.

A cultura de consumo de CD ainda existe?
Sim, mas isso é dinâmico e segue mudando. A indústria fonográfica nunca ficou parada, sempre mudou: de cera pra vinil, depois fita K7, CD… Tem até o mercado de fita K7, de colecionador e tal. Mas não é mais mercado de massa. No mercado de massa está consolidada a música digital como um todo. O Spotify anunciou que tem algo em torno de 80 milhões de assinantes. No Brasil, deve ter uns quatro milhões, numa população de mais de 180 milhões de habitantes. Então, ainda é pequeno, mas não significa que as massas não estejam consumindo música. Elas estão, e muito, no YouTube, nos compartilhamentos de arquivos de mp3 pra download no WhatsApp. O cara manda uma música no WhatsApp pra tia dele, entendeu?

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E isso é o mais difícil de mensurar, as músicas que estão circulando no ambiente privado, de um celular pro outro. A galera ainda baixa música pra caramba e compartilha no WhatsApp. Como o pessoal usa 3G, e o acesso mobile ainda é caro no Brasil, o padrão de consumo ainda fica no download.

No começo do digital, os camelôs vendiam os CDs de compilação, depois, eles começaram a vender o USB. Inclusive tinha o cardápio que você podia escolher o que queria, e o cara ia lá e carregava as faixas no pendrive. Hoje o cara faz isso e bota as músicas no celular.

Rafa Ramos em seu estúdio. Foto: Matias Maxx/VICE

Rafael Ramos

Músico, produtor musical e diretor artístico da Deckdisc.

Já se falou muito sobre a volta do vinil. Mas que posto ocupa o CD na promoção e no mercado musical atualmente?
A volta do vinil já é uma realidade confirmada e comprovada. As vendas e a procura só crescem e a tendência é crescer ainda mais. Ainda existe quem queira ter o disco na prateleira, ter a experiência de colocar o disco pra tocar, e, no momento, o vinil virou um dos formatos mais procurados. A venda de CDs está em queda, sim, mas isso é reflexo da evolução tecnológica. A internet e as plataformas digitais atendem a muita gente que consome música. Mas considero um erro dizer que o CD vai acabar. Insistir nisso é bobagem, uma vez que você vê o retorno do vinil comprovado, formato que foi execrado pela indústria quando o CD apareceu. Acredito com todas as forças que todos os formatos podem e devem coexistir. Ainda mais numa economia como a nossa. Tudo soma, venda de CD, receita do digital, venda do vinil. Os números já não são os mesmos, tudo bem, e ainda podem diminuir, ok. Mas vejo muita gente que ainda consome CDs. É um formato que tem qualidade e procura, mesmo que venda menos cópias do que na sua época de ouro. É só planejar e produzir quantidades realistas de cada formato.

Guilherme Barrela

Fundador da Peligro Discos, inaugurada em 2004, loja e selo online que virou festa e funcionava pelo sistema de mail order e newsletter.

Quando você começou com a Peligro o CD ainda estava em alta, não é? Se esta mídia se tornou obsoleta, isso não faz tanto tempo assim…
Para mim, como lojista, era muito mais cômodo trabalhar com CD. Podia vender a um preço muito mais em conta, não era frágil. Era o formato vigente. Foi durante o tempo de vida da Peligro que o CD começou a ser uma dúvida: "Será que é melhor trabalhar com vinil?". Eu peguei a última fase do CD. Mas o CD não sumiu totalmente. Tem vários nichos que preferem o CD ainda. Por exemplo, você pega composição de música erudita contemporânea para a qual o vinil não serve, pois tem um espaço de tempo limitado. Não dá pra ouvir uma peça em vinil sem que ela seja interrompida. No caso do CD, não há interrupções. Daí tem bastante gente do erudito que prefere esse formato entre as mídias físicas. Pra esses caras o CD foi revolucionário quando apareceu. Eles não sentem saudade do vinil.

Quando o CD chegou no mercado foi algo avassalador. Você se lembra dessa época?
Eu lembro de quando só existia CD nas lojas, nas megastores, em qualquer lugar. Aí tinha o cantinho do vinil. O lance do CD, hoje em dia, assim como o vinil, é de preferência. Mesmo na segunda metade dos anos 90, começo dos 2000, antes da "volta do vinil", sempre existiu o público do vinil. Igualmente acontece hoje com o CD, apesar de existirem outras opções. Assim como o k7 tem o seu público. Há gente que pira no k7, que acha um formato sensacional. Nenhum formato exclui o outro. Todos têm o seu espaço. Diferente de todas as épocas, a nossa tem essa característica. Uma situação em que nada vai sumir. Tem uma galera para sustentar todos os formatos. Apesar de o CD ser o menos cool, vamos dizer assim, acho que muitos o preferem como sua principal forma de consumo. Tem também o cara que compra CD para apoiar o artista, porque a gente sabe que ninguém ganha nada com streaming, né. O CD é o menos atraente porque toda a sua praticidade e finalidade foi suprida pelo streaming. Contudo, dá pra notar que muitos ainda preferem o mp3 player ao invés do streaming. Porque o streaming não é muito claro, você acha que está ouvindo de tudo, mas, na real, existe um condicionamento ali. É a mesma coisa no Netflix. Você não está vendo tudo. Pela comodidade as pessoas falam: "Beleza". E acabam não indo garimpar como fazíamos antes.