Na exposição Ballads of Shanghai, cuja abertura acontece hoje na galeria Riflemaker, em Londres, o fotógrafo Graham Fink mostra seu trabalho de documentação desses locais nos últimos cinco anos.O registro do ritmo de mudança da cidade é também uma ode ao pessoal e ao cotidiano, as vidas e histórias das pessoas que derem lugar à explosão de construções novas na China. Confira abaixo a entrevista que o fotógrafo concedeu ao The Creators Project via e-mail.
Existe uma espécie de tristeza Ballardiana nesses lugares? Uma sensação de passado perdido, como na New Wave da ficção científica dos anos 60-70?Muito pelo contrário. Vejo nesses cenários uma beleza incrível e um espírito de luta, como as plantas que, aparentemente frágeis, são fortes o suficiente para crescer através do concreto. Quando olho através das lentes, não vejo um sentido de passado ou futuro, somente o presente.Como você representa o aspecto humano em meio ao entulho resultante das novas construções?Através da visão de um papel de parede que resiste, desesperadamente, preso a uma parede, do desenho de uma criança em seu antigo quarto, da então cadeira preferida de alguém, tudo agora à mercê da natureza. Essas escolhas são mostradas de maneira muito clara nas fotografias e tornam esses lugares muito vivos.