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Tim-Tim por Tim-Tim sobre o Rio Music Conference

Trocamos uma ideia com o diretor internacional do RMC para entender como funciona o evento com foco no mercado da música eletrônica.
Gui Boratto é um dos nomes da avant-première do RMC que rola em São Paulo, no Factory.

Com o boom da produção de música eletrônica no Brasil em 2009, o mercado musical percebeu que esse gênero tinha um futuro e tanto pela frente. O problema, no entanto, estava na falta de um lugar e um motivo pra reunir todo o pessoal envolvido nos bastidores dessa história. Estava.  Isso porque o Rio Music Conference já se firmou como o principal encontro da eletrônica não só do Brasil, como também na América do Sul.

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O evento cuja edição principal acontece anualmente na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, chega ao sétimo ano de vida - e mais do que promover shows, o RMC tem espaço para discussões sobre o cenário atual da música eletrônica, lança luz sobre as tendências, e ainda foca na profissionalização e networking dos envolvidos.

Mas o que é, exatamente, a RMC? Onde vive? O que rola por lá? Quem curte? Parece um lance meio cabeçudo, mas fica tranquilo. Aqui no THUMP a gente faz um Guia Rio Music Conference para Leigos e mostra que o lance tem muito a acrescentar à cena.

Pedro Nonato, diretor internacional do RMC, conta que tudo aconteceu graças ao crescimento da música eletrônica no país, mas que, "apesar de haver uma franca expansão, não havia uma espinha dorsal que pudesse ajudar os diferentes players a se organizarem, a se reciclarem, a se encontrarem para discutir o mercado em si."

É por isso que o evento tem uma etapa inteiramente dedicada a discussão da cena e profissionalização de seus agentes. Pedro destaca que o RMC tem dois públicos bem estabelecidos: o que ele classifica como "trade de entretenimento", os profissionais ligados a esse ramo; e o "público final", na sua maioria a rapaziada que curtem a balada.

Se liga na pegada do evento:

Depois de entender um pouquinho desses objetivos, Pedro explica como funcionam as várias edições do RMC que acontecem durante o ano. No total são seis etapas: uma principal (que acontece no Rio) e cinco regionais, que rolam em importantes capitais brasileiras. As edições por região procuram servir de "espelho" da RMC principal e tratar sobre "temas específicos de cada uma destas regiões, de forma que todas as suas necessidades e demandas sejam entendidas através de uma intensa troca de informações e de amplos debates que têm por meta abrir um novo leque de possibilidades de negócios para quem participa destes eventos locais", conta Pedro.

Em dezembro, o RMC no Sudeste já tem data e lugar marcados pra acontecer: entre os dias 10 e 13 de dezembro, em São Paulo. Mas fica esperto que hoje rola uma prévia da edição paulistana no Skol Beats Factory com a presença do DJ Lennox Hortale, Gui Boratto, Renato Cohen e workshop de Maschine Studio.

Pedro conta que os escalados para o pré-evento dão uma boa mostra do que está por vir. "São nomes representativos do mercado paulista e, ao mesmo tempo, de grande expressão nacional e que engrandecerão a avant-première da Edição Sudeste do RMC". Sobre as expectativas para o RMC SP, Pedro garante que são grandes: "o RMC SP tem crescido muito e vamos ter na edição deste ano, além da presença de grandes nomes da cena nacional uma série de painéis e workshops que terão como base a comparação
entre as diferenças e semelhanças das cenas de São Paulo vs. Berlim e do Brasil vs. Alemanha". Agora é só esperar pra ver.

BEATS LOUNGE
Quarta-feira (5), das 18h à 0h.
Entrada gratuita. Sujeito a lotação.

SKOL BEATS FACTORY
Rua Pedroso de Moraes, 1036. Pinheiros, São Paulo.
Tel.: (11) 3814­7383.