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Oliver Hafenbauer Traz seu Tech-House Cósmico para o Brasil

Residente e curador de um dos clubes mais importantes da Alemanha, o DJ se apresenta neste sábado, dia 8, em São Paulo.
7.8.15

Oliver Hafenbauer, dono do selo Die Orakel e residente do importante clube Robert Johnson, em Frankfurt (considerado um dos mais prestigiosos nomes da eletrônica na Alemanha), está no Brasil. Neste sábado, dia 8 de agosto, Hafenbauer toca na ODD, no Centro de São Paulo, mostrando o seu tech-house de vibes interestelares. A festa também conta com performances visuais do VIDEO-SISTEMA, Fractal Mood, Davis Genuíno, Márcio Vermelho e Pedro Zopelar (live) no lineup.

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A reputação alcançada pela marca Robert Johnson deve muito à atuação de Hafenbauer por lá. O DJ é residente do pico desde 1999, quando o clube abriu as portas — e curador do espaço desde 2009. Com um trabalho mais focado na discotecagem em festas e festivais e na curadoria artística, suas apresentações, mixes e sets gravados ao vivo alcançaram repercussão internacional. Trocamos uma ideia com ele para saber mais da sua responsa, estilo, e outros papos musicais.

THUMP: Fale um pouco sobre a sua atuação no clube Robert Johnson e à frente do label Die Orakel.
Oliver Hafenbauer: Robert Johnson e Die Orakel são duas coisas diferentes. Robert Johnson é um clube que abriu 16 anos atrás pelo Ata e o Sebastian Kahrs. Eu cuido da programação desde 2009 e tento cobrir todas as tendências relevantes do techno e da house music. Dirijo o Dier Orakel sozinho e por lá eu lanço músicas que ficam no meio do caminho entre o experimentalismo e o dance.

Quais são os seus principais projetos no momento?
Estou trabalhando no próximo lançamento da Die Orakel com o Edward (Giegling, White). Ele fez vários edits e remixes das produções krautrock de Harmonia & Eno datadas de 1976.

Na sua opinião, os diversos cruzamentos de gêneros dos últimos tempos acabaram com a barreira entre o techno e a house?
Eu não diria que existe uma barreira entre esses dois gêneros, já que o techno e a house possuem as mesmas raízes. É o ritmo e o desenho dos sons que distinguem os diferentes gêneros da dance music entre si. Pessoalmente, gosto de combinar techno e house no meu DJ set. Mas, em geral, rótulos ou categorias ajudam as pessoas a identificar as coisas com mais facilidade.

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Quais as qualidades que garantiram ao Robert Johnson a sua elevada reputação?
Robert Johnson é um lugar pequeno com um sistema de som consistente, que reverbera muito calor e potência. O clube tem um terraço enorme com uma bela vista para o rio Main. Eu curto ficar lá durante a semana quando o clube está fechado, já que é um lugar daora para conversar com os amigos. Além de ser um lugar incrível, também conta com uma história cheia de artistas destacados. Ricardo Villalobos e Zip viviam lá e foram muito importantes para o desenvolvimento da cena da dance music em Frankfurt. Dixon tocou na festa de construção do Robert Johnson antes da abertura oficial e hoje ele é um dos DJs mais famosos do mundo. Os artistas que tocam no clube com frequência já há bastante tempo também são responsáveis pela sua boa reputação.

O que você escuta quando está em casa? O mesmo tipo de música que discoteca?
Em casa eu curto escutar música no rádio.

Você estudou música, produção musical ou algum instrumento? Acha que esse tipo de conhecimento é importante ou pode estragar a pegada natural dos artistas?
Nunca estudei nenhum instrumento, mas comecei a escutar música eletrônica quando tinha 14 anos, e comecei a discotecar 15 anos atrás. Quando você começa a produzir dance music é necessário dominar as ferramentas ou instrumentos com os quais está trabalhando. Mas não acho que seja imprescindível ter um conhecimento muito avançado.

ODD, 8 de agosto, em São Paulo
Local: Rua Bento Freitas, 355.
Ingressos: R$ 30 (na porta) ou R$ 25 (com confirmação na página do Facebook).

O Oliver Hafenbauer está no Facebook // Soundcloud