Nos últimos anos houve um grande crescimento da cena indie do Leste de Londres, que produziu bandas como Comanechi e Becoming Real. Mas mesmo seus melhores grupos tendem a ficar para trás em termos de acessibilidade. A dupla do Visions of Trees é uma exceção, e é uma das primeiras bandas a sair do underground. Seu sucesso é garantido por uma abertura relaxada que vai muito além do que qualquer coisa ao leste do Big Ben.Assim como muitas das bandas provenientes de Londres, esta tem origem em outro lugar. O criador de batidas Joni Juden nasceu na Finlândia e diz que as paisagens de seu país natal deu origem ao nome da dupla. Veterano do noise-rock, Joni se uniu com a vocalista Sarah Atalar, de Essex, no verão de 2009, e a partir daí começaram a tocar juntos no porão da casa de um amigo. Suas primeiras músicas bombaram os blogs musicais dos dois lados do Atlântico conforme uma série de remixes confirmavam suas habilidades para o dance.Fiéis ao próprio nome, Joni e a Sarah são arquitetos de uma trilha sonora de outro mundo. Na superfície, é apenas um vislumbre de uma terra onde fauna e flora oníricas se sobrepõem ao tédio da malha urbana. Seus ritmos entravados e tribais são reforçados por toques de hip-hop e pela voz abafada e vulnerável da Sarah. Joni nos descreveu o Visions of Trees como um “transe gótico”. É um barulho doce e sintético, produzido pela tensão entre o urbano e o rural.- Palavras por Paul Bridgewater.Para mais Visions of Trees acesse Noisey.