
Publicidade
CCDB: Porque é velho mesmo. Porém é dinâmico e vem recebendo camadas, tal como funcionam os layers em computação gráfica. Não apagarei as camadas antigas em prol das novas. O site é um museu, um histórico de sua própria evolução. Houve um lapso no meu aprendizado de computação, desde que me pus a escrever, porque só faço uma coisa por vez na vida, para fazer o melhor. Em 1994 cessei o estudo de computação (além do que, não possuía sequer telefone, quanto mais conexão à web) para escrever Géa e meus outros livros. Só vim a ter telefone bem depois de me haver mudado, em 1997, para cá, Rio das Ostras. E só depois de terminar os livros – que anuncio no site e podem ser lidos on-line na seção CCDB Livros – é que voltei ao estudo de computação, para poder criar CCDB Livros em PHP, o que fiz há aproximadamente um ano. Porém, meu filho Rafael não ficou parado; esse tempo todo foi ele quem estudou e muito me ajudou na computação.
Publicidade

Meu cotidiano é simplíssimo: desperto no salão do segundo pavimento com Giza todo dia às seis da manhã. Esse segundo pavimento nos serve, a Giza e a mim, de quarto de dormir, estúdio de reprodução de áudio, local de meu trabalho nos computadores de produção e Internet. Descemos ambos para o pavimento térreo (onde há um quarto em que dorme Rá); Giza vai tratar das cadelinhas, dos gatos e das galinhas. Enquanto Giza faz isso, preparo e bebo um copo de leite com cacau, faço café com pão, manteiga e um copo d'água para meu amor, e trago esse alimento para o andar de cima, aonde logo Giza sobe e o toma na cama.
Publicidade
Publicidade
Publicidade

O Livro Treze começa com o Glossário Geóctone. Este contém a tradução dos termos alienígenas – que mesmo sem tradução podem ter suas acepções intuídas por quem leia Géa, que foi programada para ir ensinando tais acepções aos poucos, no desenrolar do texto. Claro que a consulta ao Glossário pode ser feita, se houver dúvidas. A segunda parte do Livro Treze é o Rarefeito Dicionário de Palavras Raras. Meu léxico em Géa tem trinta mil palavras; isso é o dobro do que William Shakespeare utilizou em toda a sua obra e seis vezes o que Camões empregou em Os Lusíadas. Quantidade pode indicar, mas não é sinônimo de qualidade; portanto, o certo para saber o que é Géa é lê-la e conferir o conteúdo.Quanto a isso de autor ser "iniciante" é um tremebundo engano! Alguém que escreve um livro sincero e cujo conteúdo é o retrato de sua própria vida, com o objetivo de transmitir informação útil ao próximo, jamais deve cogitar em mercado. Afirmar que todo autor "iniciante" deva escrever um livro humilde, simples, barato e seguir os ditames da mercadologia e da técnica literária focalizada em produção de best-sellers e de livros que as pessoas "não conseguem parar de ler" é o mesmo que dizer: os Vedas, as Sagradas Escrituras, o Corão e livros como esses deveriam ter autores consagrados pelo público literário por detrás de si. Por favor, encare a obra Géa como um desses livros, uma revelação, que não se faz por meio de dogmas ou afirmações categóricas; sim, por meio de alegorias ficcionais – e alguns relatos da vida real. Jesus falava por meio de parábolas. Géa também. Se naquele tempo Jesus utilizava o que todos viam derredor – os lírios do campo, por exemplo – hoje devo utilizar o que todos têm na mente: a era espacial, a ciência da computação, a genética, para criar minhas parábolas! É a mesmíssima coisa.Se me comparo a Jesus, é porque Aquenaton, Zaratustra, Buda, Jesus, Maomé e outros místicos ou mestres tiveram a mesma iniciação que todo místico busca: o contato direto com Deus. O que foi transmitido ao mundo a partir desse contato, dessa epifania, dessa Iluminação, dependeu de terceiros. É de segunda mão, de terceira mão via sacerdotes e dogmas, que os fiéis das inúmeras religiões recebem o reflexo dessa Luz. A mesmíssima Luz que se acha no coração de cada ser vivo, não apenas os humanos, e que cada um pode descobrir.Quanto à minha arrogância, é a mesmíssima de Jesus, quando afirmou ser "O Filho de Deus" – coisa que muito pouca gente compreendeu e compreende. Cada um de nós – até a barata que a gente pisa – é "O Filho de Deus". Jesus é, você é, eu sou, a célula é, a partícula quântica é. Isso está explicado em Géa, na Teoria da Biorrelatividade, que engloba e supera de longe a de Charles Darwin. Tenho até uma página no site sob o nome de “Amodéstia” para responder algo mais sobre a minha "arrogância". Há mais: com sessenta e quatro órbitas derredor do Sol, um autor que tem mensagem a comunicar não se pode dar ao luxo de ser "iniciante", humilde e tal. Tem de alardear a obra, caso contrário ela será esquecida antes que ele morra e só será lida, se o for, alguns séculos depois – o que não prejudicará a Verdade ali contida, mas sim o entretenimento que também existe em todo bom livro – verbi gratia: a Bíblia!Leia aqui a segunda parte da entrevista.