"Como freelancer, tento descobrir startups de hardware e empresas para as quais possa trabalhar, mas é meio difícil só chegar nas pessoas em eventos e começar a falar sem nada pra mostrar", disse. "Isso aqui meio que inicia a conversa e mostra aos outros o que posso fazer".
de Cristofaro usando o relógio. Crédito: Jason Koebler
O relógio é composto de uma placa de circuitos moderna, um tubo VFDdisplay do excedente soviético encontrado no eBay (o display era usado em micro-ondas e timers de fornos e coisas do tipo), um pouco de revestimento de cobre, uma pulseira de relógio de três tiras, e uma pilha AA. E não, não foi fácil de se fazer.John levou cerca de três meses para concluir o relógio, trabalhando nele durante os intervalos de outros projetos para finalizar o design e aperfeiçoar a coisa. Ele calcula que levaria cerca de 12 horas para montar outro desses a mão, a esta altura."Provavelmente teria que vender por uns 500 dólares cada unidade, pra fazer valer a pena pra mim", declarou. Além disso, conseguir fornecedores para os displays não será fácil: eles não são mais fabricados e são difíceis de se encontrar.
Um relógio mais antigo que John me mostrou. Crédito: Jason Koebler
Ou seja, provavelmente não vai rolar. De Cristofaro disse que se ele criasse uma campanha no Kickstarter, provavelmente seria assoberbado pelo tanto de interessados e não teria como atender a demanda – é bacana ver algumas pessoas pensando nesse tipo de coisa e tendo uma noção do quão difícil é começar uma produção média de eletrônicos antes de começarem uma campanha de crowdfunding a qual não terão como atender.É um relógio adorável que só funciona cerca de 12 horas por conta do quanto de energia o display gasta (cabe lembrar que ele foi feito originalmente para ficar ligado na tomada), e o seu sucesso vai além da internet: nosso garçom disse que caso John decida fazer mais, ele teria ao menos um cliente.Tradução: Thiago "Índio" Silva