Essa mentalidade impulsionou a produção do F-35 Joint Strike Fighter (JSF, caça de combate multifunções), o primeiro sistema de armamento avaliado em 1 trilhão de dólares no mundo. O desenvolvimento do caça F-35 estava em curso nos bastidores, ao longo da guerra no Afeganistão, apesar de montanhas de evidências demonstrarem que o avião jamais serviria para atacar alvos terrestres tão bem quanto um A-10. Longe da batalha, os generais de Washington, DC, apoiavam o F-35 porque acreditavam que, "quanto mais tecnologia, melhor".A mesma mentalidade impulsionou o envio de drones armados ao Afeganistão. Todavia, aviões de ataque pilotados à distância, como o Predator e o Reaper, provavelmente são ainda piores em auxiliar tropas terrestres do que os caças a jato de alta tecnologia, tripulados.O que fazer, então, se jamais haveria uma quantidade suficiente de modelos A-10 no Afeganistão? Apenas uma corporação tinha autonomia o bastante frente à Força Aérea e apresentava uma quantia suficiente de capital independente para considerar uma alternativa viável, isto é, comprar um avião de ataque barato e leve por conta própria: os SEALs, a principal força de operações especiais da Marinha americana. Em 2006, representantes do grupo se encontraram com o Secretário da Marinha para discutir com ele os problemas que enfrentavam ao tentar obter um bom suporte aéreo.Eles queriam algo de maior impacto. Mais letal. Logo, descobriram um avião construído exatamente para esse propósito.
Um A-29 Super Tucano pronto para decolar. Créditos: Piloto veterano Ryan Callaghan/Força Aérea dos EUA
Em resposta à solicitação dos SEALs, a Marinha cometeu uma heresia, do ponto de vista do Pentágono: retroceder em tecnologia. Em vez de motores a jato, eles descobriram que aviões movidos a hélices funcionariam melhor."Pelo menos o A-29 pode chegar perto o bastante para ver onde estão os aliados"
Cabine traseira de um A-29 Super Tucano. Créditos: Piloto veterano Ryan Callaghan/Força Aérea dos EUA
Os caças a jato poderiam apostar corrida no modo pós-combustão, mas chegariam à batalha de tanque vazio e seriam obrigados a apelar para o reabastecimento aéreo."Chegar à batalha em 8 minutos soa preciso, mas o que você faz em seguida é outra história"
Um A-29 Super Tucano no ar (embora não faça parte do projeto Fúria Iminente). Créditos: Piloto veterano Ryan Callaghan/Força Aérea dos EUA
Um piloto da Força Aérea da República Dominicana e um aviador inspecionam um A-29 Super Tucano antes de um vôo noturno. Créditos: Capitão Justin Brockhoff/Força Aérea dos EUA