Crédito: Felipe Larozza/ VICE
Cena do filme Hans Staden. Crédito: Reprodução/ YouTube
Aldeia Renascer, 2015. Crédito: Felipe Larozza/ VICE
No mesmo dia em que ocuparam o terreno, os índios receberam uma visita do então proprietário das terras, que chegou disparando tiros para o alto. Tempos depois, um membro da produção do filme foi até lá e perguntou ao cacique quanto dinheiro o grupo queria para desocupar as ocas. A resposta do chefe indígena foi molhar uma lança no veneno e mostrá-la ao visitante. Nunca mais foram incomodados.Se a aldeia do cinema era uma recriação do mundo indígena do século 16, a Renascer é uma espécie de aldeia modelo do século 21
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Antônio Awa. Crédito: Felipe Larozza/ VICE
Crianças jogando bola na aldeia Renascer. Crédito: Felipe Larozza/ VICE
Cristiano. Crédito: Felipe Larozza/ VICE
Mas o crescimento pode ocorrer dentro de uma mesma terra indígena. Isto é, novas aldeias podem ser fundadas no mesmo espaço. "Há uma tendência de aumento no número de aldeias no sudeste do Brasil e em especial no litoral do estado de São Paulo", diz Amanda. Em 2012, ela listou 29 aldeias no litoral paulista. "Hoje, apenas três anos depois, esse número precisa ser atualizado. Só numa terra indígena onde trabalhei há sete anos surgiram três aldeias desde então", diz. Até fins dos anos 1980 havia no litoral uma única aldeia da etnia Tupi-Guarani. Hoje são 12. Cristiano, vice-cacique, viaja bastante para as reuniões do movimento indígena e confirma a expansão indígena no estado. "Antes tínhamos vinte e poucas aldeias em São Paulo. Hoje são mais de 70", diz."Estão vindo parentes Guarani da Argentina e do Paraguai. Eles estão vivendo como se fazia antigamente, quando não ficavam muito tempo num lugar"
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Antônio Awa (ao fundo na esquerda) e Hans Staden na mesma cena. Crédito: Reprodução Youtube