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Como a hashtag #ÉCoisadePreto subverteu o discurso racista

Pessoas no Twitter se apropriaram da fala racista do jornalista William Waack e a transformaram numa homenagem aos negros.
Imagem: Twitter. 

O comentário racista de William Waack foi subvertido no Twitter brasileiro. Todo mundo ficou chocado e indignado com o vídeo vazado no qual o jornalista da Globo, em 2016, durante à cobertura da campanha eleitoral nos EUA, diz: “tá buzinando por que, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é… é preto. É coisa de preto!”. A virada nessa história veio com a militância negra — parte dela bem jovem — em transformar o discurso de ódio de Waack em homenagem.

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Vale lembrar que o vídeo foi gravado pelo operador de VT Diego Rocha Pereira e divulgado com a ajuda de Robson Cordeiro Ramos, ambos negros que se sentiram ofendidos com a fala de Waack. O vídeo se espalhou pelas redes na última quarta-feira (8), e no mesmo dia o jornalista foi afastado da bancada do Jornal da Globo. “As pessoas vão pensar: ‘olha o que aconteceu com ele, se eu tiver a mesma atitude, acontecerá comigo também”, conta Diego em entrevista à rádio Jovem Pan.

Nesta sexta (10), a Frente Favela Brasil anunciou que entrará com uma denúncia contra Waack no Ministério Público do Rio de Janeiro. “O Frente Favela Brasil vai combater, sempre de maneira legal, todo e qualquer tipo de preconceito praticado por quem quer que seja”, disse Cláudia Goulart, presidente do FFB, no Rio Grande do Sul.

Desde quinta-feira (9), a hashtag tem sido usada pra mostrar quão bom #écoisadepreto:

E além dos negros que fizeram parte da história, a juventude negra chegou junto para mostrar o que #écoisadepreto

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