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Um artesão pode ambicionar ser tão bom quanto as suas ferramentas. No caso dos coreanos잠비나이,nome de código Jambinai, os limites a que se impõem na verdade libertam-nos, ao fazerem uso de instrumentos tradicionais coreanos (entre violas de arco de forma arcaica e cítaras complexas) e misturá-los com outros como guitarras eléctricas, adquirindo uma sonoridade melódica que mistura o melhor de dois mundos.THE GLOCKENWISENativos da cidade do galo e do Xispes, os Glockenwise são bandeira hasteada dorock sem merdas e da geração Lovers & Lollypops, aquela pequena grande editora que além de criar o próprio Milhões também lançou bandas como os Black Bombaim ou os Long Way to Alaska. Os joviais amantes da ganga jogam portanto em casa e regressam este ano ao festival que também é seu, depois de no ano passado terem feito de guias turísticos, sendo de referir que o grande pequeno Nuno Rodrigues mostrará também reportório a solo na piscina, enquanto Duquesa.EQUATIONSVolta Zezé!, ouve-se a internet. Ninguém sabe se um dia voltaremos a ver um perfil de rede social com este nome, senão o próprio. Mas ele ali está, no mundo real, duro e sem piada, segurando o baixo e orientando o ritmo dos Equations, a guedelha que lhe é característica a tapar-lhe o rosto. Mas isto não é uma ode, é uma equação, a que faltam as parcelas dos gritos do Bruno, a contemplação do GD, as pirotecnias do VT, o bigode sublime do Zé Pedro. Tudo misturado no rock desgovernado de forma calculada da banda do eixo Norte-Sul.