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​Beber com moderação faz-te envelhecer mais devagar. Mesmo.

Segundo um estudo da Sociedade Americana de Genética Humana, parece que, afinal de contas, o álcool pode mesmo desacelerar o processo de envelhecimento.
17.12.15

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Más notícias para todos os que no mês passado embarcaram naquela cena de culpa auto-infligida, em antecipação da quadra festiva, conhecida como "Novembro Sóbrio" - parece que desperdiçaram um mês inteiro de elixir da juventude.

Segundo um estudo da Sociedade Americana de Genética Humana, parece que, afinal de contas, o álcool pode mesmo desacelerar o processo de envelhecimento, o que também pode explicar porque é que Keith Richards é o Highlander.

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Levando a cabo uma investigação genética, os cientistas foram capazes de medir a diferença entre a idade biológica (uso e desgaste do corpo) e a idade cronológica (número de anos) dos participantes.

…o resultado mais interessante do estudo foi o facto de que aqueles que apresentavam um consumo muito baixo também acabaram ligados a envelhecimento acelerado.

Concluiu-se que os que bebiam uma ou duas bebidas por dia correlacionavam-se com os padrões mais saudáveis de envelhecimento, enquanto o grupo mais rijo - os que bebiam e fumavam com mais intensidade - apresentaram, sem surpresas, padrões de envelhecimento mais rápido

Mas o resultado mais interessante do estudo foi o facto de que aqueles que apresentavam um consumo muito baixo também acabaram ligados a envelhecimento acelerado, o que significa que beber uma ou duas bebidas por dia é, na verdade, melhor para a nossa idade biológica do que ser abstinente.

"Estas novas ferramentas permitem-nos monitorizar o consumo de álcool e tabaco de uma forma objectiva e perceber os seus efeitos quantitativamente", refere Meeshanthini Dogan, investigador da Universidade do Iowa, num comunicado enviado à imprensa. "Mais. Os nossos métodos podem no futuro ser usados para analisar novos padrões, que podem depois ser comparados com os actuais".

Outro resultado intrigante é o facto de o estudo mostrar que o consumo de tabaco e álcool pode mesmo modificar o ADN.

Mas este estudo não é apenas uma carrada de "tretas" académicas. Pode muito bem vir a ter implicações muito mais profundas na área da saúde. "Sermos capazes de objectivamente identificar futuros fumadores e consumidores compulsivos de álcool enquanto ainda são jovens, antes de os grandes problemas de saúde aparecerem, pode ajudar os prestadores de cuidados de saúde pública a prevenirem situações futuras, melhorar a qualidade de vida e a reduzir os custos médicos", acrescenta o co-autor Robert A. Philibert.

Outro resultado intrigante é o facto de o estudo mostrar que o consumo de tabaco e álcool pode mesmo modificar o ADN e agora os investigadores esperam conseguir perceber se o processo é reversível caso se deixe de fumar ou beber.

"Queremos estudar de que forma é que o actual consumo de tabaco e álcool e o nível acumulado do seu uso durante a vida afectam a metilação (um tipo de modificação química do ADN), incluíndo o que acontece quando uma pessoa deixa de beber e fumar", explica Dogan. "Clarificando o ponto em que as mudanças podem ser mais dificilmente paradas ou revertidas, podemos dar informação útil para que se tomem decisões na forma como podemos mais eficientemente utilizar os recursos públicos na área da saúde".

Enquanto os consumidores sazonais podem, por vezes, parecer muito mais velhos do que realmente são, a investigação prova mais uma vez que quantidades moderadas de álcool podem baixar os riscos de problemas cardíacos em pessoal mais idoso e fazê-los felizes.