A exposição, aberta no último fim de semana no Long Museum, no centro de artes de West Bund em Xangai, foca nas possibilidades estéticas do próprio espaço, onde muitas das obras selecionadas ecoam a aparência do edifício, com seu design geométrico rudimentar, como os quadrados e triângulos justapostos de Your plural view ou os círculos distorcidos de Seeing plants. As obras também foram selecionadas para estimular a participação ativa do fruidor. “Minha intenção era aumentar a atmosfera cavernosa das galerias de museus mostrando obras que convidam os visitantes a ver o seu interior, a questionar a maneira com que sentem a obra e a sonhar utopias na vida cotidiana”, diz Eliasson no comunicado à imprensa da exposição.Como é característico do trabalho de Eliasson, as obras brincam com a percepção através de elementos e fenômenos naturais — gelo, luz, cor e ilusão — evocando uma construção ativa e imaginativa tanto de sua obra quanto do espaço expositivo. “A arte desafia nossa perspectiva em relação ao mundo, inverte-o ou sugere visões alternativas. Espero que os visitantes da exposição explorem essas possibilidades”, continua. “Vejo o questionamento do que é como uma oportunidade. Isso faz com que aquilo que damos por garantido se torne negociável, aberto à mudança.”Veja abaixo algumas imagens de Nothingness is not nothing at all.