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As deusas vivas nepalesas cujos pés nunca tocam o chão

No Nepal, testemunhamos uma tradição centenária de devoção a Kumari, uma deusa que se manifesta através do corpo de jovens raparigas.
1.9.17

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O Nepal é um país pequeno, apertado entre a China, a Índia e os gigantes Himalaias. A fusão entre Budismo, Hinduismo e a religião himalaia local permeia praticamente todos os aspectos da vida quotidiana, onde podemos encontrar um aparentemente infinito panteão de deuses e rituais.

Uma dessas vertentes espirituais é a devoção à deusa viva Kumari, adorada há séculos enquanto protectora da capital, Katmandu, e que, acreditam os devotos, se manifesta através do corpo de uma jovem rapariga. As Kumaris são escolhidas ainda crianças e, a partir desse momento, os seus pés nunca mais podem tocar o chão. As crianças sagradas só podem falar com as suas famílias e apenas podem sair do templo para participarem em festivais religiosos.

Quando tem o período pela primeira vez, a kumari é dispensada das suas funções e substituída por outra. A Broadly viajou até ao Nepal para tentar perceber como é a vida destas jovens, transformadas em deusas vivas.