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A El Che quer unir os imigrantes latinos na noite de São Paulo

Todo sábado, na República, bolivianos, peruanos, colombianos e cubanos deixam de lado os estereótipos de pobreza, isolamento e exploração para celebrar a cultura latino-americana por meio da dança e da música.

Todas as fotos por Vitor Cohen

É cerca de 23h de um sábado na rua Marques de Itu, 284, na República, tradicionalmente ocupada por travestis, pessoas em situação de rua e por alguns perdidos na noite suja. Quase sob a sombra do Minhocão, imigrantes chegam caminhando, de táxi, Uber ou carona para curtir o último grito da moda latina na cidade: El Che, uma balada com a proposta de unir toda comunidade latina em um só espaço. São bolivianos, peruanos, colombianos e cubanos que deixam de lado os estereótipos de pobreza, isolamento e exploração para bailar ao lado de brasileiros e reforçar a cultura latino-americana, por meio da dança e da música.

Com a proposta de levar os imigrantes latinos para o centro da cidade para se divertirem, nasceu uma balada com pegada revolucionária, como remete o nome do guerrilheiro argentino. Para sair dos guetos aos quais se confinaram, seja por decisão própria, falta de condições ou preconceito, os imigrantes têm avançado as barreiras invisíveis de São Paulo e ocupado novos espaços em regiões que, muitas vezes, eram apenas passagem de ida e volta do trabalho.

Leia o restante da reportagem no THUMP.