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Rica Pancita elege os melhores de 2019

Graças a Deus esse ano acabou.

por Rica Pancita do Twitter
20 Dezembro 2019, 5:43pm

Fala ae,

AGORA SIM ACABOU. Graças a Deus acabou essa porra de 2019. Que ano desgracento.

Porém, seguindo a tradição, achei por bem entregar-lhes a minha listinha dos preferidos do ano. Até pra pelo menos ficar registrado as coisas boas. O resto de 2019 só com acompanhamento psiquiátrico mesmo. Mas beleza, a gente conseguiu sobreviver a mais essa e tudo, então pega os feriados aí do fim do mês e zoa demais, que sei lá o que nos espera pra daqui a duas semanas. Vamo acreditar que melhora pra nóis e piora pros troxa. E é isso.

Ei, 2019, vai tomar no cu.

Dito isso vamos aos vencedores do TROFÉU RICA PANCITA MELHORES DO ANO 2019.

E que Deus tenha misericórdia dessa nação.

---PRÊMIO “OS MELHORES QUE TEVE NO ANO”---

O Terno -

A nível de rock brasileirinho, seja independente ou mainstream, esse é o melhor disco que eu ouvi em muito muito MUITO tempo. A forma que trabalhou com a “tradição” da música brasileira dos 60 e 70, mas trazendo para a atualidade ao invés de só emular o passado, resultou em melodias lindas de um tudo, além da produção perfeitinha nos timbres, arranjos, tudo pensadinho ao máximo, algo que eu não sentia desde o saudoso (e pouquíssimo valorizado) Zenmakumba, dos Skywalkers. E vai mais de década isso aí.

Tyler, The Creator - Igor

O menino seguiu no mesmo (alto) nível do Flower Boy, de dois anos atrás, com um disco bem montado, fluido, muito longe de ser cansativo, com #aquela pitadinha dos R&B dos 70 e 80, com os synthzinhos, os backing feminino, só que com um gravão de car bass. Só faixa top, tem nada próximo de algo que eu pudesse considerar ponto baixo.

---PRÊMIO “BRASIL CHEGOU A VEZ”---

GRES Estação Primeira de Mangueira - “História Para Ninar Gente Grande”

Muito provavelmente a grande obra artística brasileira do ano. O samba do Deivid Domênico (& cia), aliado com a ideia de enredo do Leandro Vieira, soou como um desabafo coletivo que a maioria das pessoas mesmo nem tinha noção de que tinham isso dentro delas. Devo ter dito anteriormente, e se não disse digo agora, mesmo que a música tenha sido revelada em 2018, o samba de enredo só EXISTE de fato uma vez. Nas outras é treinamento, homenagem ou emulação. E no dia mesmo que esse samba teve vida ele veio gigante, berrado, forte. Sabe-se lá quando vai surgir algo com o mesmo PODER que esse samba.

Souto MC - “Ressurreição”

Eu até hoje não faço ideia do que me prendeu mais a essa faixa, se foi a batida que posso ouvir em loop tranquilamente por dias que não vou enjoar, ou o #flow foda foda foda da Souto MC. Além da produção em si, além da letra em si. Aí num teve mesmo outro som dentro do imenso cancioneiro do rap nacional que eu tenha gostado TANTO quanto esse.

---PRÊMIO “FOLKZINHO É BOM DEMAIS”---

Shannon Lay - August

O disco teve participação do Ty Segall na produção, mas isso aí eu só fui saber literalmente agora, enquanto escrevo isso, mas aí dá até pra entender melhor eu ter gostado tanto desse aqui, já que é um disco folk muito folkzão tru mesmo, voz e violão. Só que tudo que não é voz ou violão limpo, surge em momentos muito bem planejadinho aqui e ali e dão um puta #tchans. Um efeitinho, uma guitarra, etc. Bem bom.

Tomer Yeshayahu - Monument

O cara tá há 3 anos aí lançando só as boa e o mundão nem tchuns. Junta o som folk americano, mas aí mete elementos da música iídiche, faz #aquele #caldeirão e sai o que: só as boa.

---PRÊMIO “NÃO É ANIMAL COLLECTIVE, MAS É COMO SE FOSSE”---

Avey Tare - Cows on Hourglass Pond

Esse ano teve o Buoys do Panda Bear também, mas esse aqui sim que tá a beleza pura. O estilo “AnCo” já é manjado, mas tá muito longe de soar como cópia de si mesmo ou pouco criativo, muito pelo contrário inclusive. O cara sempre acha algum cantinho não explorado.

---PRÊMIO “SÓ NAS LENTINHA”---

Lana Del Rey - Norman Fucking Rockwell!

É de fato tão bom o disco, que muita coisa boa que surgiu depois pra mim soava “tipo a Lana”. Aí cabou por tirar meu interesse em uns discos aí que saiu após o fatídico 30 de agosto. Infelizmente tem a cover do Sublime, porque se não fosse isso era a perfeição de disquinho.

Weyes Blood - Titanic Rising

Ô popzinho bom demais esse disco. O bom do ALCANCE VOCAL da Weyes é que dá pra explorar tranquilo o que ela quiser de sonoridade, de timbre, de produção, de etcs, da produção mais de eletrônico ao folk-rock-meio-que-Carly-Simon-70. Ainda acho que não tive tempo pra ficar ouvindo e ouvindo (e ouvindo) o disco, porque merece muito um cuidadinho melhor no ouvir.

---PRÊMIO “ESSAS MAIS DE POP”---

Solange - When I Get Home

Pô esse aí é R&B altos Elegante. Os cara nova era aí fica falando de alta cultura, tá aí a alta cultura. Tem até que ajeitar a postura pra ouvir, botar roupa bonita, senão num dá.

Ariana Grande - thank u, next

O melhor que teve de popzinho esse ano, tranquilo. Pega tudo que tava tendo mais saída no R&B dos últimos anos e dá a atualizadinha “versão 2019” e show. Só faixa top, parabéns Ariana.

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