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Uma cronologia do caso de violência sexual envolvendo Marco Feliciano

O pastor e deputado federal foi formalmente acusado de tentativa de estupro e agressão. O caso segue para Procuradoria-Geral da República que irá determinar se o político será investigado ou não.
09 Agosto 2016, 3:47pm
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Dia: 24 de julho

A Coluna Esplanada do UOL denunciou um caso de abuso, envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (terceiro mais votado no estado de São Paulo com 400 mil votos e quarto no país) e Patrícia Lelis, militante evangélica e youtuber.

No mesmo dia da publicação da nota — que ainda não citava o nome do deputado —, a militante procurou o editor do UOL pedindo ajuda sobre o caso. Até o dia 1º de agosto, uma série de reuniões foram realizadas para entrega de provas, enquanto a denúncia era apurada.

Dia: 2 de agosto

No dia 2 de agosto, uma reportagem com mais informações foi publicada na mesmo Coluna Esplanada. O blog relatava que Patrícia disse ter sofrido uma tentativa de estupro dentro do apartamento funcional do político, em Brasília, além de ter levado um soco na boca, agressão desferida pelo pastor Feliciano. Segundo Patrícia, o deputado a chamou para sua casa com a desculpa de que haveria uma reunião da UNE (União Nacional dos Estudantes).

Na ocasião, o blog relatou também uma fala de Patrícia afirmando que Feliciano teria se aproximado com a desculpa de se tornar o seu guia espiritual e, assim, tornaram-se amigos. Segundo texto publicado na coluna, no dia 15 de junho, Feliciano convidou Patrícia para o seu apartamento funcional na quadra 302 Norte na capital federal, onde a teria atacado sexualmente e a agredido. Segundo a vítima, uma vizinha chegou a bater na porta alegando ter ouvido gritos de socorro.

Antes de a vizinha aparecer, Lelis conta que o deputado lhe deu um soco na boca e a arrastou pelo braço até a suíte do apartamento. Segundo ela, Feliciano se exaltou quando ela negou ser sua amante em troca de um cargo comissionado no PSC (Partido Social Cristão) e um alto salário. O deputado, Segundo relato de Patrícia à coluna do UOL, teria tentado beijá-la depois do soco e ela, com medo, deixou-se levar até a suíte na qual "defendeu sua dignidade".

Após a denúncia do abuso, Patrícia entregou uma série de prints para os repórteres do UOL com conversas de WhatsApp nas quais o deputado insistia em vê-la novamente. Ela reclamava da boca roxa. "Passa um batom por cima", sugeriu o deputado.

Segundo o UOL, a jovem foi impedida de prestar queixa em Brasília e voltou para São Paulo acompanhada de um homem ligado a Feliciano no dia 30 de julho. Ela também teria sido abordada por diversas pessoas ligadas ao PSC e recebido ameaças para não levar a denúncia adiante. Nomes importantes do PSC teriam mandado ela "sumir", e Patrícia também diz ter procurado diversos pastores evangélicos, que não a ajudaram.

O UOL afirma que ela também recebeu a ligação de um homem que, depois de se apresentar como funcionário da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), perguntou quem a auxiliava. O homem foi desmascarado após os repórteres da Coluna Esplanada entrarem em contato com a associação da agência. A página do Facebook da jovem também saiu no ar, coincidindo com um suposto alerta dos assessores de Feliciano dado a ela.

De sábado (30) até a madrugada de terça (2), Patrícia desapareceu repentinamente. Voltou para São Paulo e reapareceu sendo assessorada por um jornalista chamado Emerson Biazon. Patrícia, então, publicou um vídeo desmentindo o caso envolvendo Feliciano e tecendo comentários elogiosos ao deputado federal. Confrontada pelos jornalistas, a jovem retirou o vídeo do ar.

Dia: 3 de agosto

Um dia depois de gravar vídeos contra o jornalista que realizou a reportage sobre a denúncia de assédio envolvendo Feliciano, o UOL publicou um áudio de pouco menos de 30 minutos com uma conversa entre Patrícia e o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer.

Embora Talma negue ter se encontrado com a jovem em nenhum momento, no áudio da conversa ela conta detalhes ao chefe de gabinete sobre o abuso e afirma que está se sentindo prejudicada, já que o deputado contou mentiras aos filiados do PSC. O chefe de gabinete diz que a voz do áudio não é dele.

No áudio, a militante também aconselha o deputado a "guardar o pintinho dele" e especula que provavelmente não foi a "primeira nem a última" [vez que ocorreu um abuso]. Durante a conversa, fica exposto que ela estava se alinhando após muitas insistências com o chefe de gabinete e negociando para não denunciar Feliciano à polícia. Talma promete à Patrícia acesso livre ao PSC e que ele mesmo se encarregaria que não contassem mentiras sobre ela dentro do partido.

Dia: 4 de agosto

A Coluna Esplanada publicou uma entrevista com a mãe de Patrícia que diz ter encontrado a filha chorando no banheiro da faculdade em que estuda e que ela estaria com ferimentos nas pernas e na boca.

Segundo publicado pela coluna do UOL, Patrícia teria pedido à sua mãe uma conta para um depósito, mas que não tivesse relção com ela. De acordo com a mãe da vítima, o depósito nunca foi realizado.

Após a militante evangélica publicar diversos vídeos e estar desmentindo a história nas redes sociais, foi a vez dse sua mãe relatar que os ferimentos da filha não passaram de um acidente.

Dia: 5 de agosto

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) enviou um ofício para o procurador Leonardo Bessa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pedindo que o órgão faça uma investigação sobre o caso envolvendo Marco Feliciano. Também foi divulgado no Democratize um fragmento do áudio da conversa entre Patrícia e o chefe de gabinete Talma Bauer, no qual a militante evangélica diz que Feliciano forçou uma relação sexual e não foi consensual.

Segundo o Democratize, o caso ganhou mais um capítulo quando um amigo de Patrícia informou ela pedia ajuda para denunciar o caso enquanto, nas redes sociais, desmentia o acontecido dizendo se tratar de um factoide armado pela esquerda.

No mesmo dia 5 de agosto, Estadão, Valor, G1 e Folha noticiaram a prisão preventiva do chefe de gabinete Talma Bauer. A investigação será encaminhada para Brasília, tendo em vista que Feliciano possui foto privilegiado. O Pastor Everaldo, presidente do PSC, afirmou que será criada uma comissão interna para averiguar o caso.

Dia: 6 de agosto

Após ser detido pela Polícia Civil e encaminhado para o 3º DP no centro de São Paulo, Talma Bauer foi liberado na madrugada de sábado (6). Ele é suspeito de ter mantido Patrícia Lélis em cárcere privado. O delegado Luiz Roberto Hellmeister disse que iria pedir a prisão temporária do chefe de gabinete por sequestro, coação e ameaça.

A rápida detenção de Talma foi motivada pelo depoimento prestado por Patrícia e sua mãe sobre o caso. Segundo depoimento da vítima, Talma ameaçou a jovem com um revólver para que ela gravasse os vídeos. Ele negou todas as acusações na delegacia.

O jornalista Emerson Biazon também foi chamado à delegacia e acusou Patrícia de receber R$ 20 mil reais para viajar e encontrar Bauer. Patrícia negou todas as acusações.

No mesmo sábado (6), Feliciano gravou um vídeo alegando inocência. Ao lado de sua esposa, o pastor disse que está sofrendo uma perseguição moral e diz que Patrícia deve ser responsabilizada pela falsa comunicação de um crime.

Já Lélis fez um post no Facebook criticando duramente o PSC por terem exigido que ela ficasse em silêncio sobre o abuso sexual. Segundo ela, chegou a levar um pendrive com todas as provas do crime e nada foi feito por parte da liderança do partido. "Outras mulheres vão aparecer com a minha denúncia. Como disse uma vez: 'Não fui a primeira, mas posso ser a última'", escreveu a jornalista.

Dia: 7 de agosto

Patrícia registrou outra ocorrência, desta vez contra a violência sexual cometida por Feliciano. A jovem relatou que após levar um soco na boca e chutes da perna, o pastor e deputado federal usou uma faca para obrigá-la a deitar na cama e fazer sexo com ela. Há ainda a possibilidade de arrolar uma testemunha que possa confirmar que Patrícia esteve no apartamento funcional de Feliciano — uma vizinha que chegou a bater na porta ao ouvir gritos da jornalista Patrícia quando foi atacada por Feliciano.

Em um depoimento dado à Veja São Paulo, Patrícia conta que o Pastor Everaldo, presidente do PSC, ofereceu dinheiro para ela não fazer a denúncia. Ao negar a proposta, recebeu ameaças de morte do politico, extensivas à ela e sua família.

A Semana Municipal da Família, um evento evangélico que começaria no dia 12 de agosto na cidade de Cascavel, no Paraná, e que contaria com a participação do pastor Marco Feliciano, foi cancelado. A justificativa da organização foi aguardar o esclarecimento das denúncias envolvendo o político.

Dia: 8 de agosto

Durante uma coletiva realizada no final da tarde de segunda-feira (8), Patrícia contou mais alguns detalhes do cárcere privado em que foi mantida por Talma. Segundo a vítima, graças a um jornalista da revista Veja São Paulo que Patrícia conseguiu sair do hotel em que estava e ir até a delegacia prestar queixa. De acordo com Patrícia, Bauer a ameaçou com uma arma e se apossou de todas as redes sociais da jovem para responder mensagens de jornalistas e amigos e também para postar nas redes sociais a fim de abafar o caso.

Patrícia não quis contar mais detalhes do caso, que agora corre em segredo de justiça. "Eu tenho certeza que não sou a única", disse a jovem. De acordo com a jovem, o jornalista Emerson Biazon chegou a revelar que Feliciano já abusou de outra mulher que hoje vive fora do país. As agressões que aconteceram no apartamento funcional, inclusive, foram motivadas porque a jornalista confrontou Feliciano sobre os boatos que ele abusava de mulheres.

Após prestar queixa na delegacia, a denúncia de tentativa de estupro e agressão foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República na segunda-feira (8). Agora, resta aguardar se o órgão irá receber ou arquivar a denúncia feita por Lélis.

DIA: 10 DE AGOSTO

Roberto Hellmeister, delegado titular do 3º DP de São Paulo, descartou a hipótese de cárcere privado e ameça relatada por Patrícia contra o chefe de gabinete Talma Bauer. Com base em três depoimentos, em especial o de Emerson Biazon (jornalista que se apresentou como assessor do PRB), o delegado diz que não houve ameaça e nem sequestro.

Biazon diz que acompanhou toda a negociação para pagar pelo silêncio de Patrícia e evitar que ela denunciasse a agressão e violência sexual de Feliciano. No dia 5 de agosto, ele iria entregar a primeira parcela, de R$ 20 mil reais, mas Lélis recuou e resolveu denunciar. A quantia está com a Polícia Civil - uma das maiores provas de que houve a tentativa de suborno.

Nas provas entregues pela jornalista, vídeos e fotos dela com Bauer mostram momentos de descontração. Patrícia sustenta a acusação de cárcere privado e alega que ela era obrigada a demonstrar que estava tudo bem para ocultar a ameaça.

Uma suposta negociação de R$ 300 mil reais pelo silêncio da jornalista começa a complicar a situação dos dois lados do caso. Segundo o depoimento de Biazon, a quantia ia ser divida em seis parcelas de R$ 50 mil. Segundo a Coluna Esplanada, a jornalista nega que pediu dinheiro, mas chegou a confessar que permitiu que Emerson prosseguisse com as negociações para se ver livre de Feliciano.

A investigação policial também descobriu que a viagem de Patrícia até São Paulo foi bancada por Bauer e, inclusive, teve gastos altos com maquiagem, alimentação e até foi registrado uma ida de Patrícia ao cinema com o namorado. O delegado que cuida do caso está estudando a hipótese de denunciar a jornalista de falsa comunicação do crime e também enquadrar Talma por tentar comprar o silêncio da jovem.

Na tarde do dia 10 de agosto, seis deputadas pediram ao presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que Marco Feliciano seja investigado pela Comissão de Ética.

Em outro vídeo gravado no dia 30 de julho, Patrícia aparece negociando R$ 50 mil reais com o chefe de gabinete. Um intermediário da negociação, Arthur Mangabeira, é mencionado e criticado, já que ele não repassou o valor integral para a jornalista. "Com esse dinheiro dá pra você se resolver?", pergunta Bauer a jornalista.

Surpreendida com a informação de que não recebeu o valor integral logo de imediato, Patrícia pede a Bauer "dar uns tapas em Arthur" e também solicita que Bauer mate Mangabeira. O chefe de gabinete diz que não irá matá-lo, mas irá "fazer alguma coisa" com ele.

Um grupo feminista organizou um protesto em frente à sede do diretório regional do Partido Social Cristão (PSC) em São Paulo.

DIA: 11 DE AGOSTO

A Coluna Esplanada divulgou um vídeo gravado por Emerson Biazon, mostrando Patrícia e Bauer gravando um dos vídeos que a jornalista fez em defesa de Feliciano. Após muitas insistências de Talma, Patrícia visivelmente contrariada atende o telefonema do deputado federal solicitando que ela capriche no vídeo porque ele "tem família".

O áudio do telefonema foi divulgado anteriormente por Patrícia para provar a existência da agressão e do abuso sexual do político e que o chefe de gabinete a obrigou a gravar os vídeos em defesa ao pastor.

Após a polícia descartar as acusações de cárcere privado e ameaça, Patrícia será indiciada por falsa comunicação de crime e também por extorsão, já que ficou comprovado que a jornalista tentou negociar R$ 50 mil reais pelo seu silêncio.

DIA: 12 DE AGOSTO

Com a divulgação de vídeos que mostram que a jornalista de fato tentou negociar seu silêncio com Talma Bauer, o cerco se fecha mais para Lélis e também complica ainda mais a versão de Feliciano. O deputado declarou que não sabia os passos do seu assessor, o que foi logo derrubada com a existência do vídeo em que mostra Patrícia atendendo uma ligação do pastor.

A Coluna Esplanada divulgou um texto da blogueira Lola Aronovich mostrando prints de uma conversa no WhatsApp entre Lélis e Marisa Lobo, psicóloga evangélica conhecida por defender a "cura gay", sobre o abuso sexual. Marisa diz que Feliciano tem medo dela porque ela "não concorda com as canalhices deles" e que acredita na versão de Patrícia. O que complica mais o caso é que a versão apresentada por Patrícia durante a conversa contradiz o depoimento oficial sobre o abuso.

O delegado do caso quer pedir a prisão temporária de Patrícia pelo crime de extorsão e falsa comunicação do crime. No início da tarde, o delegado do caso e o advogado de Patrícia trocaram farpas pelo telefone quando ambos suspeitaram que a conversa estava sendo gravada. O criminalista José Carlos Carvalho informou à Associação dos Advogados em São Paulo que foi chamado de "canalha" pelo delegado quando questionou porque Patrícia deveria voltar para São Paulo para prestar depoimentos e não ser prestar depoimentos via carta precatória em Brasília.

DIA: 13 DE AGOSTO

A Coluna Esplanada levanta algumas suspeitas de que Patrícia e Feliciano mantinham um caso amoroso secreto. A negociação do silência da jornalista e a defesa fraca de Feliciano indicam que não há inocentes na história.

DIA: 14 DE AGOSTO

Patrícia diz que houve uma tentativa de invasão na casa onde mora com seus pais em Brasília. A Polícia foi chamada, porém não compareceu. Além disso, um misterioso depósito de R$ 50 mil apareceu no extrato bancário da conta da jornalista para entrar na segunda-feira (15). O então advogado de defesa de Lélis pediu o bloqueio da conta imediatamente. Não se sabe quem foi o remetente.

Novos prints mostram que Patrícia viajou com o jornalista Emerson Biazon (que intermediou as negociações) e Bauer para São Paulo no dia 30 de julho. Todas as despesas foram pagas, inclusive a estadia no hotel San Raphael e os gastos com maquiagem de Patrícia. Durante o encontro, Biazon registrou vários vídeos escondido para provar o encontro.

Segundo a Polícia, Patrícia pretendia não voltar para Brasília e seguir na capital paulista profissionalmente após receber o dinheiro do suborno. O empresário da jornalista, Marcelo Machado, chegou a fechar algumas palestras da militante evangélica. Quando a jornalista menciona que iria denunciar o sequestro à Polícia, Emerson corta relações com a Patrícia alegando que não quer mais se envolver no caso.

Na noite de domingo, Feliciano concedeu uma entrevista para o SBT contando sua versão do caso. Ele repete que nada aconteceu e que o caso não passa de uma fantasia da jovem. Feliciano disse que no dia 15 de julho estava em reunião com o ministro Ronaldo Nogueira desde às 8:45 da manhã. Na agenda oficial de Feliciano, porém, nenhum compromisso do tipo foi divulgado. A assessoria do deputado federal alega que foi um encontro extraoficial e não há como provar.

Em defesa do pastor, o chefe de gabinete publicou uma foto de Feliciano e Nogueira para comprovar a visita. Não se sabe se a foto foi tirada no dia do encontro. Patrícia volta a reforçar que esteve com Feliciano no dia das 9 horas da manhã até às 9:30. Ainda não há nenhuma menção da suposta testemunha que bateu no apartamento de Feliciano ao ouvir gritos.

O desaparecimento de Arthur Mangabeira, apontado como outro intermediário das negociações, é anunciado. A Polícia do Rio de São Paulo procuram o homem que aparentemente "sumiu" com os R$ 50 mil reais de Patrícia. Arthur é o homem que a jornalista pede a Bauer "fazer alguma coisa com ele".

DIA: 16 DE AGOSTO

As imagens obtidas das câmeras de segurança dos apartamentos funcionais, provas cruciais que podem ajudar na versão de Patrícia, não são encontradas. A Câmara dos Deputados informou à Coluna Esplanada que não tem como fornecer as imagens da portaria e do elevador do bloco onde mora Feliciano. Parece que as filmagens são apagadas a cada 22 dias, automaticamente.

A Procuradoria Geral da República é responsável pelo caso e ainda analisa a denúncia oferecida por 22 deputadas federais. Ainda não se sabe se um inquérito será aberto no Supremo Tribunal Federal. Se o inquérito for aberto, quem conduzirá as investigações será a Polícia Federal.

Com o inquérito, Patrícia pretende ceder o seu aparelho para uma quebra de sigilo para a PF.

DIA: 18 DE AGOSTO

Patrícia é indiciada pela Polícia Civil por denunciação caluniosa e extorsão no caso de sequestro contra Talma Bauer. O delegado titular do 3º DP disse que pretende pedir também a prisão preventiva da jornalista ao término do inquérito. A advogada de defesa de Lélis pediu cinco dias para apresentar a defesa.

A denúncia de tentativa de estupro e agressão contra o pastor do PSC corre em separado em Brasília, já que Feliciano possuiu foto privilegiado. A PGR recebeu a denúncia e já solicitou os vídeos que comprovam a chegada de Patrícia no apartamento funcional.

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